O sucesso do futebol africano: os maiores feitos do continente no WC2026

O WC2026, disputado na América do Norte, chegou ao fim após uma edição marcada por vitórias memoráveis e grandes surpresas. África esteve representada por um número recorde de 10 seleções, que alcançaram vários feitos importantes ao longo da competição. Neste artigo, a 1xBet, o melhor site de apostas desportivas, reúne os principais sucessos das equipas do nosso continente.

Cabo Verde: a estreante que superou todas as expetativas

Com o alargamento do WC2026 para 48 seleções, várias equipas que antes ficavam de fora por falta de vagas tiveram finalmente a oportunidade de participar na competição.

Cabo Verde foi uma delas e afirmou-se como uma das grandes revelações do torneio. Os ‘tubarões azuis’ empataram com a Espanha, que viria a conquistar o título, impediram o Uruguai de chegar à fase a eliminar e avançaram até aos dezasseis avos de final, onde deram muita luta à Argentina ao longo dos 120 minutos.

Mas Cabo Verde não se destacou apenas pelos resultados. A seleção apresentou um futebol corajoso, ousado e, por vezes, irreverente, com dribles arrojados, passes de calcanhar e remates de zonas improváveis, sem nunca se deixar intimidar pelos grandes nomes do futebol. Foi esta forma de jogar que fez da equipa de Bubista uma das mais apreciadas do torneio.

Costa do Marfim: o tão esperado apuramento para a fase a eliminar

Há muito que a Costa do Marfim é considerada uma das seleções mais talentosas de África. Os Elefantes sempre contaram com jogadores de grande qualidade, muitos deles ao serviço dos principais clubes europeus, e sempre geraram grandes expetativas. No entanto, durante muitos anos, a seleção não conseguiu ultrapassar a fase de grupos nesta competição.

No WC2026, essa espera chegou finalmente ao fim. As vitórias sobre Curaçau e o Equador permitiram à seleção marfinense chegar à fase a eliminar pela primeira vez na sua história. Nos dezasseis avos de final, os ‘elefantes’ perderam frente à Noruega, mas deram muita luta à equipa de Erling Haaland e despediram-se da competição com a sensação de dever cumprido.

Para o futebol marfinense, este resultado representa muito mais do que a passagem da fase de grupos. É um passo importante para reforçar a confiança da seleção e encarar o futuro com maior ambição.

Senegal: grandes expetativas e um desfecho amargo

O Senegal ficou num dos grupos mais difíceis da competição e enfrentou adversários muito exigentes desde o início. Os ‘leões de teranga’ estiveram a bom nível frente às seleções europeias, mas alguns erros defensivos impediram a equipa de somar pontos contra a França e a Noruega.

A seleção mostrou todo o seu potencial frente ao Iraque, ao conseguir uma vitória expressiva por 5-0. A partida voltou a mostrar como o Senegal pode ser perigoso quando encontra espaço para atacar e os seus principais jogadores estão inspirados.

Havia grandes expetativas para a fase a eliminar, mas o jogo frente à Bélgica acabou por ser uma grande desilusão. O Senegal chegou a estar em superioridade por 2-0, mas não conseguiu segurar a vantagem e foi eliminado nos dezasseis avos de final. Ainda assim, a equipa mostrou qualidade e potencial, embora tenha voltado a ficar aquém das expetativas dos adeptos.

África do Sul: grande reação após um início difícil

A competição começou mal para a África do Sul. A derrota frente ao México deixou os ‘bafana bafana’ numa situação complicada logo após a primeira jornada.

No entanto, a equipa não baixou os braços. Primeiro, a África do Sul conseguiu evitar a derrota frente à República Checa e, depois, venceu a Coreia do Sul, uma das favoritas do grupo. Este resultado foi decisivo para garantir o apuramento para a fase a eliminar e mostrou que a seleção sabe reagir nos momentos de maior pressão.

Nos dezasseis avos de final, a África do Sul enfrentou o Canadá e perdeu pela margem mínima frente a uma das seleções anfitriãs. Apesar da derrota, os ‘bafana bafana’ deixaram uma boa impressão: reagiram bem à derrota no jogo de estreia e mostraram que podem competir com adversários deste nível.

RD Congo: um regresso histórico

A RD Congo não participava nesta competição desde 1974, por isso, só o regresso dos ‘leopardos’ já era um acontecimento importante. Mas a equipa não se limitou a participar e acabou por protagonizar uma das campanhas africanas mais marcantes desta edição.

A seleção congolesa goleou o Uzbequistão, tirou pontos a Portugal e esteve muito perto de eliminar a Inglaterra, que viria a terminar a competição no terceiro lugar. A RD Congo obrigou a equipa de Thomas Tuchel a dar tudo em campo e lutou até aos últimos minutos por um lugar nos oitavos de final.

África fez história

O WC2026 foi histórico para o futebol africano. Nove das dez seleções do continente chegaram ao play-off, um recorde que mostra o crescimento das equipas africanas.

África termina a competição com grandes histórias para recordar e com a certeza de que o seu futebol continua a evoluir. As seleções africanas mostraram que já não participam nestas competições apenas para ganhar experiência. Entram em campo para vencer, surpreender e competir de igual para igual com as melhores equipas do mundo.

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