105 Anos do PCCh: UMA LONGA MARCHA AO SERVIÇO DO POVO CHINÊS E DA PAZ MUNDIAL

A luta heroica do Partido Comunista da China (PCCh) pela libertação do povo chinês da velha sociedade sombria, bem como pela resistência à invasão das potências estrangeiras, constitui um marco histórico testemunhado pela sua longa trajetória, repleta de desafios, sacrifícios e conquistas.

Há 105 anos, um grupo de patriotas, entre os quais se destacou o imortal líder Mao Tsé-Tung, deu início aos trabalhos do 1.º Congresso para a fundação do partido, num edifício shikumen localizado na Concessão Francesa de Xangai.

Devido às ameaças de invasão do local da reunião e às buscas realizadas pela polícia da Concessão Francesa, os delegados decidiram transferir os trabalhos para um barco turístico alugado no Lago Sul, em Jiaxing, onde, em julho de 1921, fundaram o Partido Comunista da China.

O objetivo da viagem não era turístico. Pelo contrário, a finalidade era prosseguir os trabalhos do congresso, definir as ideologias do partido e estabelecer as estratégias de luta destinadas a libertar o povo chinês do sofrimento e da constante interferência das forças estrangeiras.

A longa caminhada pela libertação do povo chinês e pela ascensão ao poder não teria alcançado os sucessos que hoje se celebram sem uma base sólida, construída desde a sua origem, capaz de resistir às pressões externas e de permitir que o partido se concentrasse nos desafios da governação e na sobrevivência do seu povo.

A base do modelo político definido pelo partido para dirigir um país com a dimensão da China, e em particular os seus mais de 1,4 mil milhões de habitantes, está ancorada na sua história, na sua resiliência e na preservação dos ensinamentos dos seus antepassados, bem como na busca contínua pela transformação e modernização do país perante os desafios da governação.

O sistema político do socialismo com características chinesas, estabelecido como modelo de desenvolvimento, juntamente com as ousadas reformas agrárias e económicas e a política de abertura da China ao mundo, constituiu, sem dúvida, uma garantia fundamental da liderança geral do partido. Por sua vez, o alicerce do desenvolvimento industrial e da modernização das infraestruturas do país assenta nos seus emblemáticos Planos Quinquenais, implementados pela primeira vez em 1953 sob a liderança do Partido Comunista da China.

Os vários planos quinquenais propostos pelo Comité Central do PCCh e posteriormente adotados e aprovados pela Assembleia Popular Nacional têm constituído, ao longo de mais de sete décadas, a base do progresso económico e social da China. Funcionam não apenas como instrumentos de governação, mas sobretudo como um guia fundamental para transformar a visão estratégica da liderança em ações concretas.

Este plano foi estabelecido pela primeira vez em 1953, com base na ideologia do PCCh, tendo como objetivo inicial a industrialização do país. Com o passar do tempo, evoluiu e passou a abranger diversas áreas, como a economia, a sociedade, a ciência, a tecnologia, a inteligência artificial, a ecologia e a cultura. O objetivo do Partido Comunista, por meio deste plano elaborado a cada cinco anos, é essencialmente transformar a China numa nação socialista moderna. Hoje, pode afirmar-se que muitos desses objetivos foram alcançados.

Desde 1949, o partido que dirige a China e os seus mais de 1,4 mil milhões de habitantes tem alcançado feitos notáveis, como a manutenção da estabilidade política, o avanço económico e o desenvolvimento tecnológico, afirmando-se atualmente como uma das principais potências mundiais nas áreas da inovação e da inteligência artificial.

A ideologia política do PCCh deve servir de exemplo para os países do Sul Global e, quiçá, para o mundo, tendo em conta os seus resultados na governação, na luta contra a pobreza e na promoção da paz social e do desenvolvimento económico da China e do seu povo.

A maioria dos principais partidos fundadores dos Estados na Europa, em África e noutras regiões do mundo desapareceu ou perdeu protagonismo ao longo da história, revelando dificuldades em responder aos desafios do século XXI. O PCCh, pelo contrário, sobreviveu e superou expectativas perante os complexos desafios da governação, retirando centenas de milhões de cidadãos chineses da pobreza, ao mesmo tempo que consolidou um sistema de ensino robusto e reforçou a segurança alimentar para mais de 1,4 mil milhões de pessoas.

Estas conquistas orgulham atualmente não apenas o povo chinês, mas também os países parceiros e amigos da China, que testemunham a sua capacidade de superação, a sua resiliência perante os desafios e os sucessos alcançados em diferentes domínios.

As ideologias de governação social e económica estabelecidas pelo partido permitiram que o país se destacasse pela sua aposta na promoção do desenvolvimento comercial e económico global, particularmente através do seu grande projeto internacional: a Iniciativa Cintura e Rota, orientada para o desenvolvimento partilhado.

O compromisso do Partido Comunista da China não se limitou ao seu povo, estendendo-se igualmente à promoção da paz e da estabilidade mundial, bem como ao desenvolvimento económico e comercial, especialmente nos países do Sul Global. Através desta visão, a China tem procurado assumir uma postura de cooperação perante as tensões e os desafios que afetam a ordem internacional. É precisamente por esta postura de não ingerência e pela sua defesa do diálogo e da estabilidade que a China é hoje vista por muitos países como um parceiro confiável e um importante fator de equilíbrio nas relações internacionais.

Este é, sem sombra de dúvida, um dos legados do Partido Comunista da China, que há 105 anos se ergueu na luta pela libertação do seu povo e contra a agressão colonial das potências estrangeiras. Hoje, apresenta-se como uma das principais forças impulsionadoras do desenvolvimento sustentável da China, contribuindo para transformar o país numa das maiores potências comerciais, económicas, militares e tecnológicas do mundo. Ainda assim, continua a defender o desenvolvimento pacífico e a promover a estabilidade mundial.

Por: Assana Sambú, Pequim

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