O líder da Assembleia e Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabiam defendeu hoje, 28 de junho 2017, a criação de um governo de unidade nacional na base de um “consenso alargado”, que vai trabalhar durante um período de transição para efetivar reformas de algumas leis básicas nomeadamente a Lei Eleitoral e a Constituição da República. Nabiam acrescenta ainda que só depois dessas reformas legais é que o país pode avançar para a realizações das eleições gerais.
Nuno Gomes Nabiam falava em conferência de imprensa realizada na sua residência em Bissau, na qual apresentou à opinião pública nacional e internacional a posição do seu partido em relação à situação da crise política que assola o país há cerca de dois anos.
Nuno Gomes Nabiam disse, no encontro, que o executivo liderado por Úmaro Sissoco Embaló é inconstitucional há mais de cinco meses e não tem legitimidade ou condição de continuar a assinar documentos com valores incalculáveis, comprometendo assim o país ao nível mundial.
“A figura número um da crise política vigente no país é o atual Presidente da República, José Mário Vaz, o facto de não querer cumprir com acordo de Conacri”, acusa.
Contudo, reconhece que o Acordo de Conacri contém algumas lacunas, por não respeitar a Constituição da República, porque também Chefe de Estado vendeu ideia, em Conacri, alegando ser única pessoa com legitimidade de escolher o Primeiro-ministro da sua confiança, mesmo não havendo consenso entre os protagonistas da crise.
O político sublinhou ainda que não há condição objetiva, neste momento, em conseguir uma base sólida que garanta um entendimento no seio de atores políticos guineenses porque, conforme disse
“A crise vigente no país é grave de tal forma que a solução viável para ultrapassar a crise, passa pela dissolução da Assembleia Nacional Popular (ANP) e consequentemente a queda do atual governo caduco”, acrescenta.
Por outro lado, o líder dos apuanos derrotado na última eleição presidencial, acusou José Mário Vaz de ser o “pior Presidente da República e maior divisionista do povo guineense na história do país, desde a sua independência”.
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: AA


















