GUINÉ-BISSAU COMPROMETE-SE EM TRABALHAR PARA NÃO ULTRAPASSAR 1.5˚C NO FINAL DO XXI

O ministro do Ambiente e da Biodiversidade, Viriato Soares Cassamá, disse na terça-feira, 06 de abril de 2021, que a Guiné-Bissau comprometeu-se juntos dos países que fazem parte do concerto das nações, em trabalhar para que a temperatura média global não ultrapasse os 1.5 graus centígrados até ao final do século XXI. 

A saída da cimeira de diálogo de líderes sobre a COVID-19 e a Emergência climática na África, realizada por vvideoconferênci na qual, em representação da Guiné-Bissau participaram o Presidente da República Úmaro Sissoco Embaló, o próprio ministro do Ambiente e da Biodiversidade e a Alta Comissária para Covid19, Magda Robalo Silva. Também participaram na cimeira o Secretário Geral das Nações Unidas António Guterres como também o seu antecessor Ban Ki-moon.

Na ocasião, o responsável da pasta do ambiente disse que a Guiné-Bissau tem sofrido com as alterações climáticas, tendo verificado repetidas vezes um atraso de um mês na queda das chuvas, o que afeta o trabalho agrícola.  Assim, é preciso que sejam preparadas as condições básicas para se enfrentar as mudanças climáticas como também a Covid 19.

Viriato Cassamá informou que o país já entregou o seu relatório sobre o possível investimento no domínio das alterações climáticas à luz do tratado de Paris. Acrescentou que a crise sanitária afetou as parcerias financeiras internacionais como também abordaram questões da Covid e da forma como o país pode lidar com esta crise sanitária mundial.


De salientar que, o Relatório Especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) recomenda que é mais seguro permanecer 1,5 °C ao invés de ultrapassá-la tendo em conta os impactos climáticos que podem pôr em causa a saúde, os meios de subsistência, crescimento econômico e a segurança humana.

Antes do presente relatório IPCC, em 2015 a conferência em Paris da ONU decidiu (Acordo de Paris) limitar o aumento na temperatura global a 2˚C, e que mais tarde foi retificado seguindo as orientações do IPCC cuja permanência em 1,5°C permitirá uma redução significativa dos riscos e impactos das alterações climáticas.

Por: Epifânia Mendonça

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