Aumento de preços: CIDADÃOS LAMENTAM QUE NÃO VÃO TER A “CONSOADA” DE NATAL

Cidadãos guineenses criticaram a “especulação gritante” de preços dos produtos da primeira necessidade e outros no mercado a nível nacional. Os entrevistados pelo jornal O Democrata lamentaram que, devido à especulação de preços, a tradicional consoada de Natal não seja garantida na mesa de muitos guineenses no Natal nem os fetejos do ano novo serão como se pretende que sejam.

Na reportagem de O Democrata sobre a quadra festiva, os consumidores foram unânimes em afirmar que se regista uma “subida galopante” de preços dos produtos no mercado, acompanhado de impostos aplicados aos trabalhadores pelo governo sem aumento salarial na Função Pública. 

A reportagem constatou nos diferentes supermercados de Bissau, que a movimentação de pessoas tem sido fraca desde o início de dezembro e piorou depois do dia 20 do mês em curso.

“Nos anos anteriores, a partir do dia 20 de dezembro, já se registava movimentação das pessoas por quase toda a cidade de Bissau e a procura era maior nas vésperas de Natal”, disseram a O Democrata os gerentes de alguns supermercados visitados pela repórter do nosso semanário.

Revelaram que conseguiram importar bacalhau, azeite de Oliveira, natas, vinhos e entre outros produtos, mas lamentaram que a pandemia do coronavírus os tenha limitado a capacidade importar mais produtos para abastecer o mercado. 

A consumidora Maia Graciete Vamain confirmou que os preços dos produtos dispararam em todos os mercados que já visitou.

“Os preços dispararam, tanto dos produtos da primeira necessidade bem como das roupas”, contou e disse que vai conseguir ter ceia com a sua família, mas de acordo com as suas finanças e as exigências do mercado.

Fátima Vieira Cá afirmou que não vai conseguir ter a consoada de Natal este ano.

“Não vou ter a ceia de natal este ano, porque esta subida de preços  sem salário está a complicar a vida de muitas  famílias incluindo a minha”, lamentou. 

Vieira Cá apelou ao governo a preocupar-se com os problemas dos cidadãos para reduzir, no próximo ano a aflição dos guineenses na quadra festiva. Lembrou que o Natal é uma comemoração sagrada para os fiéis cristãos.

Por seu turno, Francisco da Costa disse que apesar de ter comprado presentes para os filhos, a subida de preços não se justificava.

“Eu queria poder comprar muito mais coisas para os meus filhos, mas tenho outras despesas também. Espero que em 2022 a situação possa melhorar”, contou, tendo salientado que a quadra festiva deste ano está a ser bem difícil em relação as anteriores ou ao ano passado.

O segundo gerente do supermercado Darling do mercado de Bandim, Seck Geye, o ambiente de negócio tem evoluído de forma morosa este ano, porque “as pessoas dizem que não há de dinheiro”.

“Temos produtos. Conseguimos importar, mas o problema reside no fraco poder de compra”, afirmou lembrando que anualmente por essa altura o supermercado costumava estar lotado de clientes.

Géye revelou que as grandes empresas que procuravam o supermercado para a compra de presentes do Natal muitas delas não foram este ano fazer compras.

Por: Djamila da Silva

Foto: D.S

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