Festa do Natal: ASSOCIAÇÃO ALERTA QUE O MERCADO GUINEENSE É UM RISCO PARA O CONSUMO HUMANO

O Secretário-Geral da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), Bambo Sanhá, alertou que o mercado guineense é um risco para o consumo humano. Bambo Sanhá revelou que os pontos de controlo são frágeis ao nível nacional e ainda sem um laboratório para análise dos produtos e defendeu que é urgente o país adquirir um laboratório de análise de qualidade dos produtos.

“É urgente termos um laboratório de análise da qualidade dos produtos, um laboratório certificado e acreditado internacionalmente”, frisou, para de seguida afirmar que os deputados devem preocupar-se com o assunto.

O ativista lembrou que a maior parte dos produtos são importados do estrangeiro e devem ser inspecionados antes de serem introduzidos no mercado nacional.

Para a ACOBES, é necessária a colaboração institucional entre o Ministério do Comércio e o Ministério da Agricultura, através da direção-geral da Pecuária e o Ministério da Saúde Pública, através da direção-geral da Nutrição, tendo realçado que a direção-geral das alfândegas também “será um elemento importante nessa colaboração”. 

Contactado pelo jornal O Democrata para falar da especulação de preços de produtos nesta quadra festiva do natal e ano novo ano, Sanhá disse que as autoridades e o setor empresarial não têm a capacidade para abastecer o mercado com produtos de qualidade e em grande quantidade, tendo admitido que muitas vezes isto tem provocado recorrente rotura dos stocks dos bens essenciais.

Bambo Sanhá é da opinião que a Assembleia Nacional Popular (ANP) deve criar uma lei específica sobre a proteção e defesa dos consumidores e que responsabilize os infratores. O sindicalista criticou os parlamentares por terem aprovado o Orçamento Geral de Estado (OGE), com “impactos negativos na vida dos cidadãos”.

“Mercado livre não é sinónimo de preço livre, mas também não há nenhuma estrutura para regularizar o mercado”, disse.

Sanhá lamentou que tenham entrado no mercado nacional  muitos produtos congelados sem nenhum controlo rigoroso por parte do Estado.

Em relação à essa situação, aconselhou os consumidores a tomarem os cuidados necessários e que abdiquem de comprar qualquer produto congelado fora da embalagem, porque “produtos nestas condições são duvidosos para o consumo humano”. 

Neste particular lembrou que os consumidores devem estar atentos aos produtos no mercado e tomar em consideração, de forma rigorosa, a sua validade e o estado de conservação. 

Bambo Sanhá sublinhou que é importante os consumidores denunciarem produtos que estão no mercado sem condições para o consumo humano e considerou qualquer denúncia como um acto de cidadania. 

Bambo Sanhá apelou aos comerciantes para abdicarem de especular os preços nesta quadra festiva por causa do aumento da procura que sejam justos nos preços que praticam e que disponibilizem os produtos de qualidade para os consumidores.

O Secretário-geral da ACOBES revelou que ainda continua ahaver abates clandestinos de aves e que são altamente perigosos para o consumo humano.

Bambo Sanhá chamou atenção que o arroz, dieta alimentar base do guineense, está a ser “altamente manipulado” pelos comerciantes no mercado nacional.

“Às vezes trocam os sacos quando o produto tem anomalias”, denunciou.

O ativista defendeu que a Guiné-Bissau deve preocupar-se em fazer uma prospeção no mercado internacional, o que permitirá ter informação sobre os preços básicos de todos os produtos.

“Deve haver um programa onde a bolsa de valores irá enviar diariamente os preços de produtos, isto vai permitir que os comerciantes não especulem os preços”, notou, sublinhando que o Estado da Guiné-Bissau está à altura desse desafio de proteção e promoção dos direitos dos consumidores. 

“O Estado pode injetar milhões de francos CFA no setor de saúde, mas os cidadãos não estão sensibilizados para um consumo de qualidade, por conseguinte não vai reduzir consideravelmente as doenças no país”, alertou.

Por: Djamila da Silva

Foto: D.S

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