Opinião: Construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade – Uma Proposta Chinesa

Em maio do ano corrente, visitei a região insular da Guiné-Bissau, Bolama/Bijagós, ilhas de Bolama e Bubaque, respetivamente, onde constatei várias ruínas de arquiteturas que datam do período colonial. Naquela época, os países ocidentais pediram aos Estados Unidos uma arbitragem em relação ao domínio da ilha de Bolama e obtiveram uma decisão a favor de Portugal. A história já passou. No entanto, o hegemonismo e o unilateralismo ainda não foram superados no mundo de hoje, e a política de poder e o extremismo continuam a existir. Há países que interferem nos assuntos internos de outros países com os seus poderes e a sua própria filosofia dos valores e há países que consideram certas regiões como seus quintais, fazendo com que a incerteza, a instabilidade e a insegurança fiquem cada vez mais proeminentes na conjuntura internacional. Aonde vai o mundo nestas circunstâncias? A proposta apresentada pela China é a construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade.

A Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade, como o seu próprio nome indica, significa que o futuro de todas as nações e todos os países está estreitamente interligado, razão pela qual devemos nos unir para enfrentar as dificuldades e compartilhar glórias e desgraças a fim de transformar o planeta onde nascemos e crescemos numa grande família harmoniosa e tornar na realidade a expetativa de todos os povos do mundo por uma vida feliz. O Presidente da China, Sr. Xi Jinping, tem apresentado o conceito sistematicamente tanto na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015 como nas outras grandes ocasiões internacionais a seguir, propondo a construção de um mundo limpo, belo, aberto e inclusivo, com a paz duradoura, segurança universal e prosperidade comum.

A promoção da construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade já foi definida como um plano geral básico para defender e desenvolver na nova era o socialismo com caraterísticas chinesas, e foi inscrita nos Estatutos do Partido Comunista da China como na Constituição da República Popular da China. Com a proposta da construção de um mundo limpo, belo, aberto e inclusivo, com paz duradoura, segurança universal e prosperidade comum, a China oferece uma resposta para a pergunta do mundo e para como formar uma nova ordem internacional.

Durante os últimos centenas de anos, a substituição das grandes potências tem sido praticamente realizada via guerras. Alguns académicos ocidentais acreditam que, quando a posição dominante da potência atual for ameaçada pelo país emergente, a guerra será inevitável. Pensando nesta perspetiva, os países ocidentais sempre se preocupam com o desenvolvimento rápido da China, e a chamada “Teoria da Ameaça da China” tem circulado por mais de 20 anos. No entanto, sendo a segunda maior economia do mundo, a China continua a persistir nos “Cinco Princípios Da Coexistência Pacífica” apresentados na década de 1950. Propondo a construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade, a China tem promovido a formação de uma nova ordem internacional sob a guia dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, e expressa o seu bom desejo para o desenvolvimento da sociedade humana através da apresentação dos valores comuns da humanidade, que são a paz, o desenvolvimento, a equidade, a justiça, a democracia e a liberdade.

Hoje em dia, o conceito da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade tem-se desenvolvido constantemente. Em setembro do ano passado, o Presidente Xi Jinping propôs a Iniciativa de Desenvolvimento Global na Assembleia Geral das Nações Unidas, apelando à comunidade internacional para que preste mais atenção à questão do desenvolvimento, fortaleça a cooperação internacional do desenvolvimento e acelere a implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Em abril do ano em curso, o Presidente Xi Jinping apresentou a Iniciativa de Segurança Global durante a inauguração do Fórum Boao para a Ásia, que respondeu de forma abrangente e sistemática à pergunta secular de qual conceito de segurança o mundo necessita e como os países podem alcançar a segurança comum. Sendo os importantes produtos públicos internacionais fornecidos pela China ao mundo, estas duas iniciativas globais são exatamente a prática viva do conceito da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade nas áreas de desenvolvimento e segurança, e oferecem sabedoria e força motriz chinesas para o aperfeiçoamento da governança global.

O Governo da Guiné-Bissau tem dado um suporte forte às duas iniciativas globais, e como a maioria dos outros países, tem apoiado a China várias vezes quanto à inscrição do conceito da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade nas resoluções relativas das Nações Unidas. Como bons irmãos e parceiros, estes são as contribuições conjuntas da China e da Guiné-Bissau para a paz, o desenvolvimento e a segurança do mundo. No ano passado, a China e a Guiné-Bissau assinaram o Memorando de Entendimento sobre Cooperação no âmbito da Iniciativa de Uma Faixa e Uma Rota. Sendo uma plataforma significativa da prática da construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade, a iniciativa tem como objetivos compartilhar com os outros países a oportunidade oferecida pelo desenvolvimento da China, expandir conjuntamente o espaço de desenvolvimento e enfrentar os desafios de mãos dadas. A China está disposta a reforçar cada vez mais a cooperação com a Guiné-Bissau nesta plataforma a fim de realizar o desenvolvimento comum.

Apesar dos desafios e conflitos ainda existentes no mundo, a China acredita que não muda o tema da era de paz e desenvolvimento, nem a procura de todos os povos por uma vida feliz e a missão histórica da sociedade internacional de vencer conjuntamente as dificuldades que enfrentam e compartilhar os êxitos através da cooperação win-win. A promoção da construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade é o objetivo geral da diplomacia chinesa na nova era. Espero sinceramente que com esforços conjuntos e ações práticas de todos os países, possamos fomentar a paz e o desenvolvimento, defender a equidade e a justiça e promover a democracia e a liberdade, contribuindo para a realização do bom desejo da construção da Comunidade de Futuro Compartilhado para a Humanidade!

Por: Guo Ce

Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau

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