Campanha de Cajú 2025: GUINÉ-BISSAU EXPORTOU MAIS DE 200 MIL TONELADAS 

O Ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, afirmou este sábado, 27 de dezembro de 2025, que a eliminação das barreiras não tarifárias, resultante das medidas implementadas pelo governo, foi um fator determinante para o escoamento, em tempo recorde, de 252 mil toneladas de castanha do interior para Bissau e a exportação de 210 mil toneladas.

O governante falava na cerimónia de encerramento da campanha de comercialização e exportação da castanha de cajú 2025, realizada no pátio do Ministério do Comércio e Indústria, em Bissau. Durante a intervenção, recordou que, após cerca de oito meses de intenso trabalho, o processo de exportação foi concluído no dia 4 de novembro, através dos serviços de Báscula da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), em coordenação com o Ministério. No total, 61 empresas estiveram envolvidas na operação.

Jaimantino Có destacou ainda que os resultados alcançados este ano se devem não apenas à conjuntura favorável do mercado internacional, mas também à capacidade organizacional das instituições que integram a cadeia de comercialização e exportação.

Por seu lado, o Secretário-Geral da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Saliu Bá, sublinhou que a campanha encerra-se num contexto político particular, marcado pela existência de um governo de transição. Por esse motivo, reforçou a importância das instituições do setor privado enquanto pilares de estabilidade económica, continuidade produtiva, criação de emprego e geração de receitas públicas, independentemente das circunstâncias políticas.

Saliu Bá afirmou ainda que, para 2026, as perspetivas são encorajadoras, uma vez que a experiência de 2025 permitiu identificar problemas e solucioná-los, além de impulsionar reformas ao nível da monitorização e do acesso ao financiamento — fatores determinantes para garantir uma boa campanha de comercialização.

O responsável da CCIAS assegurou que o setor da castanha de cajú — principal produto de exportação da Guiné-Bissau — é atualmente sustentado quase na totalidade por agricultores, intermediários e empresários nacionais e estrangeiros. Estes mobilizam recursos próprios, recorrem ao crédito bancário ou utilizam mecanismos de pré-financiamento para assegurar a compra, comercialização e exportação do produto.

A castanha de caju é o principal produto da economia da Guiné‑Bissau, representando cerca de 90% das exportações do país. A Índia continua a ser o destino predominante deste “ouro” guineense.

Por: Aguinaldo Ampa

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