O secretário-geral da Câmara de Comércio Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Saliu Bá, anunciou que os parceiros de concertação social do executivo guineense concordaram com o Orçamento Geral de Estado (OGE) para o ano económico de 2026, estimado em cerca de 531 mil milhões de francos CFA, um crescimento de 31,28% face ao de 2025.
Ainda assim recomendaram ao governo de transição liderado por Ilídio Vieira Té a melhorar alguns aspetos para a sua eficácia.
Saliu Bá falava esta quinta-feira, 08 de janeiro, à saída da reunião de concertação social que juntou sindicalistas, atores do setor privado e membros de governo.
A proposta de lei do OGE para 2026 – que prevê um défice de 80 mil milhões de francos CFA, inferior aos 85.849 milhões de 2025 – foi debatida e aprovada a 30 de dezembro em reunião semanal do Conselho de Ministros, presidida pelo presidente da transição, general Horta Inta-a, que tomou o poder através de um golpe militar no passado dia 26 de novembro.
No Orçamento Geral de Estado aprovado para o ano económico 2026, o governo atribuiu 39 % para as despesas correntes, 46% para as dívidas públicas e 15% reservado para investimentos.
“O documento foi aprovado pelo conselho de concertação com algumas recomendações deixadas para o seu melhoramento”, afirmou e disse que dada a situação atual, o país foi obrigado a pensar nos recursos internos para aumentar as receitas.
“O OGE é um documento elaborado pelo governo e aprovado pelos parlamentares. Neste momento, está a funcionar uma nova estrutura, Conselho Nacional de Transição, que está a desempenhar o papel do Parlamento e o espaço de concertação social, enquanto parceiro, foi convidado para o encontro para analisar o documento e dar as suas contribuições para a sua eficácia”, assinalou.
Saliu Bá disse que durante o encontro foram analisadas várias questões de vários setores sociais, nomeadamente o setor privado, na componente da comercialização de castanha de caju, mostrando que o momento também serviu para propor algumas alterações em termos das taxas.
Por: Jacimira Segunda Sia






















