O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública proibiu a realização de conferências de imprensa e de declarações públicas não autorizadas, alegando que essas ações podem pôr em causa a paz e a coesão social no país.
Num comunicado consultado por O Democrata, as autoridades militares afirmam ter conhecimento de que alguns indivíduos e grupos — incluindo figuras políticas — têm organizado encontros discretos para utilizar essas plataformas com o objetivo de incitar à violência e desrespeitar as interdições estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como as resoluções e comunicados emitidos pela estrutura militar. O Alto Comando classifica essas práticas como “inaceitáveis e uma grave afronta à estabilidade nacional”.
As autoridades militares informam ainda que a situação está a ser monitorizada com máxima atenção em todo o território nacional e alertam que qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será responsabilizada nos termos da lei.
O comunicado denuncia igualmente a existência de grupos motivados por afinidades tribais que estariam a desafiar a autoridade do Estado, chegando a proferir ameaças públicas contra membros do Alto Comando e outras personalidades. Por essa razão, o órgão militar exorta tais grupos a cessar imediatamente essas ações, sublinhando que os seus autores serão responsabilizados individualmente.
O Alto Comando reforça que as medidas anunciadas não constituem perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas representam a aplicação estrita da lei face a atos individuais de desacato e perturbação da ordem pública.
Por: Tiago Seide






















