Os familiares de Domingos Simões Pereira, um dos quatro políticos que ainda continua detido nas selas da Segunda Esquadra, pediram a libertação imediata do político e líder do PAIGC- Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde.
O apelo foi lançado este sábado, 10 de janeiro, à delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelos presidentes da Serra Leoa e do Senegal, Julius Maada Bio e Bassirou Diomaye Faye, respetivamente.
Os familiares pediram uma intervenção urgente para pôr fim à detenção do político, há 45 dias.
Em comunicado, ao qual a DW teve acesso, a família classifica o caso como “uma grave violação” dos direitos fundamentais e dos princípios democráticos que a organização regional se comprometeu a defender.
O documento refere que Domingos Simões Pereira foi detido pelo autointitulado Alto Comando Militar e continua privado de liberdade, em regime de isolamento e alegadamente sujeito a tortura, apesar de vários apelos públicos e contactos anteriores dirigidos à CEDEAO.
Os familiares afirmam que a situação permanece inalterada e consideram “inaceitável” a continuidade da detenção, sublinhando o impacto humano e político do caso.
A família recorda ainda que, numa cimeira extraordinária, a CEDEAO aprovou resoluções que rejeitam o chamado programa de transição, exigem a libertação imediata e incondicional de todos os detidos e autorizam a proteção de líderes políticos.
As decisões da CEDEAO, adotadas a 04 de dezembro de 2025, incluem também a recomendação de sanções específicas contra indivíduos ou grupos que impeçam o regresso à ordem constitucional.
Fonte : DW





















