O Partido da Unidade Nacional- PUN – convidou, no âmbito do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, as autoridades militares no poder a reverem a iniciativa de alteração constitucional, adotando uma abordagem diferente, mais inclusiva e democrática.
O PUN, um partido que nunca chegou à Assembleia Nacional Popular, defendeu que é fundamental que os cidadãos tenham o sentimento efetivo de serem eles próprios os autores das mudanças estruturais, portadoras da paz, da estabilidade nacional, da prosperidade e da democracia.
Em nota divulgada à imprensa a que O Democrata teve acesso, o partido liderado por Idrissa Djaló, lembrou que desde a criação desta formação política, em 2002, no rescaldo do conflito político-militar de 7 de junho de 1998, o PUN identificou os “desfuncionamentos do edifício político” como uma das principais causas da instabilidade recorrente na Guiné-Bissau, “fonte de todas as formas de violência, de subversão, de corrupção e de má governação”.
“A reflexão sobre este assunto está no cerne do programa do Partido d a Unidade Nacional-PUN, depositado no momento da sua legalização junto ao Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau”, pode ler-se na nota, na qual o Partido da Unidade Nacional revela ter “a profunda convicção” que “as ruturas institucionais que empobrecem a nossa população e fragilizam o Estado, são sinais inequívocos de um sistema falhado”.
Neste contexto, o Partido da Unidade Nacional sublinhou a necessidade de a Guiné-Bissau aproveitar a oportunidade desta transição para debater e acordar o âmbito e conteúdo das reformas institucionais, de modo a ultrapassar definitivamente as repetidas crises que colocam em perigo a existência do Estado e agravam as fraturas na coesão nacional.
“O PUN tem regularmente alertado a opinião pública sobre os riscos existenciais que ameaçam a nossa vivência coletiva, como um país e como uma nação. O Partido da Unidade Nacional tem sistematicamente apelado para a necessidade de proceder a reformas estruturais a nível do sistema político e das instituições do Estado”, reforçou.
Como uma das soluções disse ser urgente encontrar soluções abrangentes e duradouras que não ofereçam dúvidas, por acreditar firmemente que algumas das condições indispensáveis para o sucesso “deste grande desígnio” nacional são a inclusão, um ambiente pacífico, e o respeito pelo contraditório democrático.
O PUN considera que todos os cidadãos, sem exceção, devem participar e contribuir, assegurando o caráter democrático deste exercício e que essa “importante concertação nacional” deve ser, imperativamente, objeto de um referendo popular, para assegurar o seu carater democrático e garantir a sua perenidade.
“O roteiro para a saída da crise proposta pela CEDEAO parece-nos, neste contexto, o quadro indicado para a realização de reformas estruturais”, sustentou o PUN no comunicado.
Por: Filomeno Sambú





















