Numa cerimónia solene realizada este sábado, 17 de janeiro, no Estádio de Futebol General Lansana Conté, Mamadi Doumbouya tomou oficialmente posse como Presidente da República da Guiné-Conacri para um mandato de sete anos. A sessão foi presidida pelo Supremo Tribunal e contou com a presença de milhares de cidadãos, oito chefes de Estado africanos e vários chefes de governo, com destaque para o Primeiro‑Ministro da Guiné‑Bissau, Ilídio Vieira Té.
Eleito na primeira volta com 86 por cento dos votos nas eleições presidenciais realizadas a 28 de dezembro de 2025, Doumbouya assumiu o cargo perante uma assistência massiva, num ambiente marcado pela solenidade e pela mobilização popular.
No seu discurso de investidura, o novo Chefe de Estado destacou como prioridades a unidade nacional e a transformação económica do país, reconhecendo os desafios que marcam a atual conjuntura guineense.
Consciente da responsabilidade do cargo, Mamadi Doumbouya agradeceu aos seus concidadãos pela confiança depositada e sublinhou o carácter sagrado da missão que lhe foi confiada.
“Guineenses, queridos compatriotas, neste dia memorável, o meu coração está repleto de emoção, gratidão e humildade. Agradeço plenamente a imensa responsabilidade que o povo da Guiné me confiou após as eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025. Este mandato não é uma honra pessoal, mas um compromisso com o povo guineense e com os desafios de governação que o nosso país enfrenta”, declarou.
Apelo à unidade nacional
Num forte apelo à coesão social, o Presidente reafirmou a sua ambição de ser o presidente de todos os guineenses, sem distinções.
“A Guiné é una e indivisível. A nossa diversidade é a nossa riqueza, a nossa unidade é a nossa força. A minha mão permanece estendida a todos os filhos e filhas da Guiné. Uma nação não pode ser construída sobre a divisão, nem a prosperidade sobre o ódio”, afirmou.
Doumbouya apelou ainda à mobilização coletiva:
“Hoje, faço-vos um apelo: vamos continuar a unir as nossas forças, a nossa inteligência e os nossos talentos para construir o nosso país.”
Mulheres e juventude no centro do mandato
Entre as prioridades do novo mandato, o Presidente dedicou especial atenção às mulheres e à juventude, considerando‑as pilares essenciais do desenvolvimento nacional.
“Este mandato é para as mulheres, porque não há desenvolvimento sustentável sem a sua plena participação. Elas são a força motriz da nossa economia e da nossa sociedade. É para as nossas mães que lutam todos os dias para alimentar as nossas famílias. É também para a nossa juventude empreendedora e corajosa, a promessa do futuro da nossa nação”, sublinhou.
Nesse sentido, prometeu reforçar os investimentos na educação e na formação, incluindo a construção de escolas‑modelo em todo o país.
“Um país que abandona a sua juventude compromete o seu próprio futuro”, advertiu.
Projeto Simandou 2040 como motor económico
Na vertente económica, Mamadi Doumbouya reafirmou a aposta no programa de desenvolvimento socioeconómico Simandou 2040, centrado na valorização sustentável dos recursos naturais, sobretudo os minerais.
“Os nossos recursos serão utilizados para desenvolver o nosso país. Com o programa Simandou 2040, fizemos uma escolha histórica: transformar os nossos recursos naturais em capital humano, os nossos minerais em empregos, os nossos caminhos‑de‑ferro em oportunidades e o nosso potencial em prosperidade partilhada”, afirmou.
Sublinhando o carácter inclusivo do projeto, garantiu que os benefícios servirão todo o povo guineense:
“Simandou não é um projeto para poucos; é um projeto para todos os guineenses.”
Compromisso com a boa governação
No final do seu discurso, o Presidente prometeu instaurar uma governação fundada na integridade, na responsabilidade e na autoridade do Estado.
“Chegou o momento de agir com mais rigor. Construiremos instituições sólidas, ao serviço exclusivo do interesse público, promovendo uma nova cultura política baseada na responsabilidade, na competência e na prestação de contas. Governarei com integridade, justiça e responsabilidade. O Estado permanecerá porque será justo, e a autoridade será forte porque será exemplar”, destacou.
Por: Redação
O Democrata / Africaguine




















