A Frente Popular responsabiliza o “autodenominado Comando Militar” pelo assassinato de Vigário Luís Balanta e repudia as “manobras de encenação dos golpistas”, que, segundo a organização, visam distrair a opinião pública nacional e internacional dos reais móbeis do crime.
Em comunicado, a organização cívica acusa as atuais autoridades no poder, civis e militares, de serem responsáveis pela “morte selvática e encomendada” de Vigário Luís Balanta.
“De acordo com informações recolhidas, no dia 30 de março de 2026, por volta das 20 horas, o malogrado foi raptado por desconhecidos no bairro de Pilum, conduzido para local incerto e torturado de forma brutal até à morte. O seu corpo sem vida foi posteriormente descoberto por populares da secção de Ndam Lero, na periferia de Bissau”, lê-se no comunicado consultado por O Democrata.
O documento sublinha que este “crime macabro e ignóbil”, que ceifou a vida de um jovem quadro promissor, patriota e defensor da liberdade, da justiça e da dignidade humana, se enquadra numa agenda recorrente que visa silenciar vozes críticas, instaurar um clima de medo generalizado na sociedade e permitir a continuidade do autoritarismo, da impunidade, da anarquia e da confiscação da vontade popular.
A Frente Popular reafirma, por isso, o seu compromisso e a sua determinação em prosseguir a luta pela verdade, liberdade, justiça e democracia na Guiné-Bissau.
A organização apela ainda ao povo guineense para que, perante este sombrio acontecimento, se mantenha resiliente, vigilante face a eventuais esquemas de distração e mobilizado para os próximos desafios, com vista à plena libertação da pátria de Amílcar Cabral.
Por Tiago Seide
















