A Confederação Africana das Organizações Profissionais da Pesca Artesanal (CAOPA) reúne, entre 16 e 17 de julho de 2026, profissionais da pesca artesanal do Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Mauritânia. O encontro tem como principal objetivo a criação de comissões conjuntas de pesca para reforçar a cooperação regional.
A iniciativa pretende fortalecer a gestão sustentável dos recursos pesqueiros partilhados, com especial foco nas pequenas espécies pelágicas, como a sardinela. A organização procura ainda prevenir conflitos transfronteiriços relacionados com a atividade pesqueira.
A CAOPA defende uma maior participação das organizações profissionais na implementação dos protocolos de pesca, considerando essencial que os pescadores conheçam os seus direitos, deveres e os acordos que regulam o setor.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da Plataforma dos Atores Não Estatais da Pesca Artesanal e da Aquacultura, Papa Cá, afirmou que a iniciativa surge como resposta às preocupações crescentes com a situação dos pescadores no mar.
Segundo o responsável, a CAOPA, que reúne organizações de 29 países africanos, tem registado várias queixas relacionadas com conflitos entre pescadores. Para responder a essa realidade, foi decidida a criação de uma comissão mista entre Senegal, Guiné-Bissau, Gâmbia, Mauritânia e Guiné-Conacri, destinada a promover o diálogo e a aproximação entre os profissionais do setor.
Papa Cá explicou que o processo teve início em Ziguinchor, no Senegal, passou pela Gâmbia e chegou agora à Guiné-Bissau. Acrescentou que a estrutura deverá reforçar a cooperação entre pescadores e organizações de pesca da Guiné-Bissau e do Senegal, promovendo mecanismos de concertação e entendimento mútuo.
O responsável destacou ainda que o encontro deverá culminar na assinatura de um acordo entre a Rede de Mulheres da Pesca Artesanal da Guiné-Bissau e a Confederação de Pescadores Profissionais do Senegal.
Papa Cá manifestou esperança de que a reunião produza resultados positivos, contribuindo para o fortalecimento do diálogo, da cooperação e da aproximação entre pescadores guineenses, senegaleses e dos restantes países africanos participantes.
Por Carolina Djemé


















