Frente Única desafia silêncio da CPLP e convoca manifestação em Lisboa

A “Frente Única” convocou uma manifestação para o dia 17 de julho de 2016, junto à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, com o objetivo de exigir uma posição da organização em defesa da legalidade democrática na Guiné-Bissau.

A plataforma reúne partidos e movimentos guineenses, entre os quais a Frente Popular, a Firkidja di Púbis, o PAIGC, o PRS, o Pacto Social e a UNTG-CS da ala liderada por Júlio Mendonça.

Num comunicado, a organização apela à participação da comunidade guineense residente em Portugal, da comunidade africana e de todos os defensores das liberdades democráticas. A manifestação está marcada para junto da sede da CPLP, localizada na Rua de São Mamede, n.º 21, em Lisboa.

A Frente Única solicita que a CPLP adote uma posição firme em defesa da legalidade democrática na Guiné-Bissau e defenda a aplicação de sanções contra os alegados responsáveis pelaquilo que classifica como uma subversão da ordem constitucional.

No mesmo documento, o movimento pede a intervenção da organização para assegurar a libertação imediata de Domingos Simões Pereira, Presidente da Assembleia Nacional Popular e antigo Secretário-Executivo da CPLP.

A plataforma exige igualmente a libertação de todos os presos políticos e reclama esclarecimentos sobre a morte do ativista Vigário Luís Balanta, defendendo a realização de um inquérito transparente, independente e imparcial.

A Frente Única acusa ainda o atual regime de promover um ambiente de opressão política e sustenta que, nos últimos seis anos, os direitos fundamentais dos cidadãos guineenses têm sido sistematicamente violados.

No comunicado, consultado por O Democrata, a organização denuncia alegados casos de perseguição, intimidação e agressões contra políticos e cidadãos considerados opositores, bem como restrições às liberdades de expressão, manifestação e reunião.

Por Tiago Seide

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