A economia da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) registou um crescimento de 6,7% em 2025, acima dos 6,2% observados em 2024, impulsionada pelo desempenho das indústrias extrativas, do setor dos serviços e por uma campanha agrícola considerada satisfatória. Os dados foram apresentados esta quarta-feira, 22 de julho de 2026, em Dakar, pelo governador do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Jean-Claude Kassi Brou, durante a apresentação do Relatório Anual da instituição.
Segundo o responsável, a inflação na União desacelerou de 3,5% em 2024 para 0% em 2025, refletindo a queda dos preços internacionais dos alimentos e da energia, bem como o aumento da oferta de cereais nos mercados locais.
O financiamento da economia manteve-se dinâmico, com o crédito à economia a crescer 5,6% no final de dezembro de 2025, acima dos 4,5% registados no ano anterior. As contas externas também melhoraram, favorecidas pelo aumento das exportações de ouro e hidrocarbonetos, pela melhoria dos termos de troca e pela mobilização de recursos externos pelos Estados-membros.
Jean-Claude Kassi Brou sublinhou, contudo, que as perspetivas continuam dependentes da evolução do contexto internacional, em particular das tensões geopolíticas e comerciais, que poderão afetar o ritmo de crescimento da União.
No plano global, o governador indicou que a economia mundial deverá crescer 3,3% em 2025, mantendo o mesmo desempenho de 2024, enquanto a inflação deverá recuar para 4,1%, depois de ter atingido 5,8% no ano anterior.
Por sua vez, o diretor-geral da Economia e da Moeda do BCEAO, Blehoue Toussaint Damoh, destacou que o financiamento aos Estados cresceu 13,5% em 2025 e que os ativos externos líquidos da União aumentaram 17,4%, após uma subida de 8,9% em 2024.
Damoh referiu ainda que as condições de financiamento melhoraram ao longo do ano, com a redução das taxas do mercado monetário e dos custos de crédito, concluindo que 2025 foi marcado por crescimento robusto, inflação controlada e fortalecimento das contas externas da UEMOA.
Por: Jacimira Segunda Sia, enviada especial


















