O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Domingos Carvalho, afirmou que a taxa de alfabetização na Guiné-Bissau continua baixa, situando-se em 48,9%.
Segundo o líder sindical, esta realidade está associada à ausência de uma política sólida de alfabetização, à falta de valorização dos docentes e à inexistência de uma política eficaz de retenção dos quadros profissionais da educação.
“Este facto continua a preocupar e a envergonhar o SINAPROF”, declarou.
Domingos Carvalho falava esta terça-feira, 4 de agosto de 2026, durante a cerimónia de abertura de um seminário de formação de formadores sobre a Política Nacional de Alfabetização.
Na sequência dos dados divulgados sobre o índice de analfabetismo na Guiné-Bissau, o dirigente sindical anunciou que o SINAPROF vai realizar, entre os dias 12 e 16 deste mês, um inquérito em quatro regiões educativas do país, nomeadamente no Setor Autónomo de Bissau e nas regiões de Gabú, Quinara e Cacheu II.
O inquérito terá como objetivo recolher informações sobre a Política Nacional de Alfabetização e analisar dados relevantes relacionados com o processo de elaboração e implementação desta política.
No seu discurso, Domingos Carvalho defendeu que o diálogo social interno no setor da educação constitui uma ferramenta fundamental para a resolução dos problemas e conflitos que afetam o ensino guineense, sendo igualmente um caminho para alcançar os objetivos traçados pela organização sindical.
O presidente do SINAPROF afirmou ainda que, apesar das dificuldades enfrentadas no exercício das suas atividades, os associados continuam persistentes, movidos pela inteligência, determinação e coragem, “fatores que constituem a nossa força sindical”.
Por fim, apelou ao Governo de Transição para que continue o diálogo com os sindicatos do setor da educação e proceda à revogação do Despacho n.º 07, de 4 de março de 2022, assinado pelo ex-primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam. Defendeu igualmente o pagamento das dívidas salariais em atraso, a efetivação dos professores, a reclassificação da carreira docente e a colocação dos professores em regime de novo ingresso no ano letivo 2026-2027, em função das necessidades e das vagas existentes.
Por: Jacimira Segunda Sia


















