O movimento político Firkidja di Pubis denunciou esta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, uma alegada crise interna no atual regime e apelou à comunidade internacional para que imponha sanções aos responsáveis pelo bloqueio do processo político, defendendo igualmente o regresso à ordem democrática e a libertação dos presos políticos.
A posição consta de um comunicado em que o movimento analisa a atual conjuntura política da Guiné-Bissau e manifesta preocupação com os desenvolvimentos registados nos centros de poder.
No documento consultado pelo jornal O Democrata Cumba Cumba, o Firkidja di Pubis considera que está em curso um “golpe palaciano” no seio do regime que, segundo a organização, emergiu do golpe de novembro de 2025. Como indícios dessa alegada disputa interna, aponta o desarmamento de “milícias fiéis ao ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló”, o impedimento do seu regresso ao país, mudanças no Ministério do Interior, no Tribunal de Contas e na Procuradoria-Geral da República, bem como reajustes na hierarquia militar.
O movimento sustenta que o Alto Comando Militar associado a Umaro Sissoco Embaló e o liderado por Horta Inta-a “não são iguais na forma”, mas produzem “os mesmos efeitos” sobre a população.
Segundo o comunicado, a atual divisão no seio do bloco que sustenta o poder resulta da falta de coesão política, de divergências em torno do calendário eleitoral, da disputa pelo controlo do poder e da procura de apoios externos.
O Firkidja di Pubis defende ainda justiça e transparência na gestão da crise e reafirma a sua oposição à permanência do Alto Comando Militar no poder. O movimento exige igualmente o respeito pelos resultados das eleições de novembro de 2025 e a reposição da normalidade democrática no país.
Por: Tiago Seide

















