A Guiné-Bissau caiu para o 45.º lugar no Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) 2026, uma classificação que avalia a qualidade da governação nos países africanos com base em indicadores de segurança, justiça, transparência, participação cidadã, desenvolvimento humano e oportunidades económicas. Com este resultado, o país passou a integrar o grupo dos dez piores classificados do continente.
Segundo o relatório, o país perdeu cinco posições na última década e figura entre os onze Estados africanos que registaram maior regressão no período analisado. A trajetória da Guiné-Bissau é classificada como de “deterioração crescente”, com agravamento dos indicadores desde 2021.
O índice destaca uma deterioração acentuada em áreas como Segurança e Estado de Direito, Justiça e Transparência. O país surge ainda como o segundo africano com maior retrocesso no setor da Educação ao longo da última década.
Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Cabo Verde continua a apresentar o melhor desempenho, ocupando o terceiro lugar entre os 54 países avaliados, atrás apenas das Seicheles e das Maurícias.
Apesar da posição de destaque, o arquipélago registou uma ligeira tendência de deterioração nos últimos anos, particularmente nos domínios da Segurança e Estado de Direito e das Bases para as Oportunidades Económicas.
Moçambique ocupa a 29.ª posição e integra, juntamente com a Guiné-Bissau, o grupo de países onde o declínio da governação se acelerou desde 2021. O país registou recuos nos indicadores de Direitos, Igualdade das Mulheres, Segurança e Participação.
Angola, por sua vez, ocupa o 37.º lugar e figura entre os dez países africanos que mais progrediram entre 2016 e 2025. Os avanços são particularmente visíveis nas áreas da anticorrupção, políticas ambientais, economia rural e igualdade de género na educação.
Publicado pela Fundação Ibrahim, o IIAG 2026 analisa a governação nos 54 países africanos com base em 96 indicadores, cobrindo o período entre 2016 e 2025. A edição deste ano é apresentada oficialmente no Cairo.
Por: Redação
O Democrata / DW
















