PAIGC PONDERA DECISÃO CONTRA MILITANTES QUE INTEGRARAM GOVERNO DE BACIRO DJÁ

O Presidente do PAIGC, anunciou hoje, quinta-feira 07 de julho de 2016, que em momento oportuno o partido irá decidir sobre eventual a sanção contra os militantes que violaram os estatutos do partido, integrando o executivo liderado por Baciro Djá.

Simões Pereira esclarece que a aplicação da disciplina partidária não é a decisão unilateral do líder do partido.

Segundo Domingos Simões Pereira, a avaliação jurídica e aplicação de sanções aos militantes em conflito com as regras internas do partido, não é uma decisão que cabe ao presidente do PAIGC.

“Temos estatutos e órgãos competentes a quem compete analisar cada situação dentro do partido e depois tomar devidas decisões. Portanto, situações passíveis de uma responsabilização judicial serão consumidas aos órgãos políticos do partido, que não estejam informados e, com certeza à população e posteriormente tratadas por esses órgãos”, acrescenta.

Referindo-se à decisão do Fundo Monetário Internacional, que há uma semana anunciou retirar 22 biliões ao Orçamento Geral de Estado, em decorrência de compra da dívida mal parada ao sector privado, pelos anteriores Governos, o líder dos libertadores acredita que teve uma governação responsável.

“Quem estava fora da Guiné-Bissau e que não ouviu o Presidente da República a afirmar que não é normal fazer alusão a uma economia robusta se o sector privado não tem dinheiro”, lembra.

Neste sentido, insiste que, caso haja quem não esteja na posse desta informação, em momento devido vai tornar público os registos do Presidente da República “exigindo” que o resgate à Guiné-Bissau fosse feito.

Um pedido que, segundo disse, surgiu depois da “resposta positiva” que a Comunidade Internacional deu ao pedido de financiamento do seu Governo.

“Se o Banco Mundial ao mencionar que se não houvesse ação de Governo em relação à matéria, seria obrigado a fechar as suas portas, porque os compromissos assumidos pelo sector não estavam a ser honrados é um problema. Mas, entendemos na altura que estaríamos em condições de apresentar garantias em nome do sector privado, que permitiria os parceiros internacionais (FMI e BM) dilatassem o prazo estabelecido para o pagamento da sua dívida”, esclarece.

Perante essa situação, e, com base nas cláusulas do contrato com a Comunidade Internacional descritas em confidencialidades, Domingos Simões Pereira desafia o Governo de Baciro Djá a resgatar a dívida do país.

“Depois do processo de resgate do contrato, vou desafiar Governo, Assembleia Nacional Popular e a Presidência da República a procederem a auditoria a todas as contas do Estado existentes nos Bancos Comerciais de Bissau”, assinala.

 

 

 

Por: Filomeno Sambú

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