[Edição impressa de 08.01.2025] A Guiné-Bissau está ainda muito longe dos padrões aceitáveis da democracia Multipartidária. Infelizmente, ainda hoje, no cenário político nacional, o cidadão guineense apenas só utiliza o chapéu da democracia sem verdadeiros gados da democracia nacional. Ê realmente triste um agricultor ter um excelente chapéu de pastor sem bovinos.
Os membros do governo do Alto Comando Militar ainda não descobriram que nenhuma democracia contemporânea sobrevive sem a imprensa e o jornalismo livre. Esqueceram igualmente que sem uma imprensa livre estão a caminhar em Direcção a uma sociedade de ditadura que perdeu há muitos anos o comboio internacional da democracia multipartidária.
Infelizmente dentre os dirigentes do Alto Comando Militar, a imprensa e os jornalistas não são considerados como um verdadeiro chapéu de uma governação democrática. Não acreditam que nas sociedades democráticas a imagem de uma governação se faz nos Media.
O verdadeiro constrangimento da governação do Alto Comando Militar reside na liberdade de imprensa. Preocupa muito em censurar ou melhor autocensurar a imprensa e jornalistas para poder governar. Os seus membros esqueceram que em sociedades democratas os governantes convivem com a lei dos cães ladrão e os comboios passam.
O governo do Alto Comando Militar não deve obrigar a imprensa e os jornalistas a utilizarem só as fontes de informações puramente do seu governo. O que poderá criar uma democracia que extrema as posições na sociedade guineense. O que levará ao divórcio do jornalismo do interesse público com a democracia multipartidária estabelecidas no país.
O governo do Alto Comando Militar não deve aceitar que o medo se torne parte integrante das suas prática da governação diária. A rotina da vida dos cidadãos nacionais não pode ser determinada pela sombra das Forças Militares que intimidam nas ruas. O poder do Comando Militar deve servir o interesse nacional e não as agendas particulares que se sobrepõem ao bem-estar de um imaginário coletivo democrático nacional.
Os membros do governo do Alto Comando Militar têm clara consciência que uma sociedade Democrática, como a nossa, exige uma imprensa livre. Pois, sem uma imprensa livre a prática democrática quotidiana nacional será esvaziada de sentido crítico. Será transformada em mero reativo do poder do Alto Comando Militar.
Por: Drº António Nhaga
Diretor-Geral





















