O Presidente do Comité Científico do Cop 22, Nizar Baraka considerou, no encontro com os jornalistas africanos, em Rabat, capital marroquina, que todos os países africanos estão bastante preocupados com a questão da adaptação aos novos métodos na agricultura para reduzir as vulnerabilidades do impacto das mudanças climáticas na sua agricultura, por não possuirem financiamento necessário .
O académico marroquino defendeu ainda na sua locução perante os homens dos médias africanos a necessidade das comunidades agrícolas dos países africanos terem mais acesso à informação sobre as mudanças climáticas na agricultura para poderem aproveitar ao máximo a chuva e introduzir meios de produção alternativos de sustento agrícola.
Nizar Baraka lamentou, por outro lado, o facto da maioria das comunidades agrícolas dos países africanos não terem o acesso às informações sobre as mudanças climáticas cujo continente é a maior vítima do seu impacto negativo.
“É preciso termos mais informações sobre as mudanças climáticas. As nossas comunidades agrícolas, infelizmente, ainda não sabem como mobilizar fundos para desenvolver projectos para combater o impacto negativo dos fenômenos das mudanças climáticas que se verifica no nosso continente”, explicou, acrescentando que “não devemos estar à espera somente do financiamento dos países do hemisfério norte. Vamos lançar projectos de financiamento interno entre os países africanos”.
O Presidente do Comité Científico do Cop 22 defendeu ainda a necessidade de os países africanos criarem redes de excelência para a formação das capacidades próprias para poder fazer face às consequências das mudanças climáticas.
“Hoje não existe nenhuma razão de não trabalharmos em África no sentido de concretizarmos os acordos do Cop 22 de Paris”, enfatizou, sublinhando que os países africanos possuem organizações da sociedade civil, onde fazem parte os jornalistas, que podem pressionar os governantes a cumprirem os acordos de Paris sobre as mudanças climáticas”.
Por seu lado, o presidente da sociedade civil marroquina Driss El Yazami também considerou que “a questão de adaptação é muito mais complicada de que a redução da emissão de gazes”. Yasami lamentou que as contribuições nacionais dos países africanos para as mudanças climáticas são
“bastantes insuficientes ou quase inexistentes”. “Nós os países africanos estamos ainda muito longe de obtermos financiamentos que queremos para combater o impacto negativo de mudanças climáticas”, acrescentou o activista.
Yazami acredita, todavia, que a vontade política, leis adequadas são essenciais para garantir que as florestas sejam manejadas de forma sustentável nos países africanos.
Os especialistas africanos que preparam o COP 22 afirmam que o impacto das mudanças climáticas no meio ambiente pode estar a aumentar consideravelmente. Assim sendo, os países do continente precisam de compreender as suas causas, as consequências e comunicá-las à população.
Por: António Nhaga, enviado Especial a Cop 22





















