UNTG PEDE INTERVENÇÃO DA JUSTIÇA CONTRA EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES NA GUINÉ-BISSAU

A Central Sindical dos Trabalhadores da Guiné – UNTG pede a intervenção do poder judicial na reposição da legalidade e fazer valer a sua decisão de anular o ato que diz de  “ilegal” perpetrado pelas direções da Orange Bissau e MTN-Bissau, duas empresas privadas de telecomunicações a operarem no país.

Em comunicado enviado a “O Democrata”, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) critica a passividade do Governo da Guiné-Bissau face ao que chama de “violações flagrantes dos direitos sindicais plasmados na Constituição da República, Convenções da OIT e demais leis que regulam a relação jurídico-laboral, entre o patronato e o trabalhador”.

A reação da UNTG vem depois da sua reunião do dia 05 de outubro convocada para analisar a situação dos funcionários das empresas privadas de telecomunicações, nomeadamente, a Orange Bissau e MTN-Bissau.

Reagindo ainda sobre a mesma situação, a Central Sindical exorta ao Governo a adoptar, com firmeza, a postura de boa governação na gestão e aplicação dos fundos públicos, para reduzir o índice do desemprego no país.

Neste sentido, responsabiliza a “impotência” do Ministério da Função Pública, através da sua Inspeção Geral de Trabalho pela inércia e a falta de aplicação das exigências legais que justificam a sua institucionalização.

Como um das soluções, a Central Sindical propõe igualmente a criação de um programa de ação sindical de solidariedade com os sindicatos das empresas públicas e privadas e da administração central do Estado, através de contatos, marchas e denúncias junto da Organização Internacional do Trabalho, pelas violações sistemáticas dos direitos sindicais dos trabalhadores.

O comunicado assinado por Estevão Gomes Có, Secretário-Geral da UNTG, sublinha, no entanto, a necessidade de o Ministério do Interior abster-se de cometer aberrações, quando se trata de assuntos inerentes ao conflito laboral.

 

 

Por: Filomeno Sambú

3 thoughts on “UNTG PEDE INTERVENÇÃO DA JUSTIÇA CONTRA EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES NA GUINÉ-BISSAU

  1. Mas os guineenses tem que compreender que essas empresas tem suas leis tambem, nao infrigindo a do Pais, pois os accionistas nao querem parasitas ou os que nao dao mas valia as empresas, por isso para tal as duas empresas so manteen os que trazem resultados… O pais saira a perder caso os dois sairem, pois ninguem investe na Guine em situacoes que se encontra. O governo tem que organizar paa que haja mas investidores estrangeiros uma vez que os nacionais nao pensam no Pais…. Pensem Bem and boa sorte

  2. Estou intereiramente de acordo com uma parte das observacoes acima mas gostaria de ressaltar o seguinte: No Senegal um empregado guinneense ao servico de uma empresa de telecomunicacoes auferiria salarios superiors aos seus homologos da mesma funcao, formacao academica e conhecimentos/habilidades tenicas? Creio que nao. Mas na Guine passasse o contrario um Senegales menos capacitado recebe salarios quatro vezes superiors ao salario de um guineense mais dotado intelectualmente. A Senhora acha isso possivel?

  3. UNTG nao adianta protestarem e reivindicarem para a Justica, se todos os meses eles sao subordinados com alguns millhoeszinhoss nos bolsos. Descordo plenamente contigo Assatu ate pareces k nao vives em Guine

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