Auscultações: LÍDER DE MDG DEFENDE QUE “CHAVE DA SOLUÇÃO PARA A GUINÉ-BISSAU PASSA PELO GRUPO DOS 15 DEPUTADOS”

O porta-voz do Grupo de cinco partidos políticos sem assento no parlamento e igualmente líder do Movimento Democrático Guineense (MDG), Silvestre Alves, defendeu hoje, 25 de Outubro de 2016, que a “chave da solução para a Guiné-Bissau passa pelo Grupo dos 15 deputados dissidentes da bancada parlamentar do PAIGC”.

O político que falava a’O Democrata à saída de mais uma audiência de auscultação levada a cabo pelo Chefe de Estado guineense com  as 41 formações políticas sem assento no parlamento, acrescentou que “enquanto o peso deste grupo mantiver no balanço sem que se defina claramente a sua posição, vai ser complicado e não haverá um governo no país, porque isto é um jogo político de acordo com os interesses e agendas das partes que são o PAIGC, o PRS, o Grupo dos 15 deputados e a Presidência da República”.

Silvestre Alves assegurou que cada um dos grupos acima referidos defende o seu interesse. No entender do político, há sinais claros que indicam que o ‘Acordo de Conacri’ está longe de ser concretizado.

“Agora só nos resta apelar ao Partido da Renovação Social e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no sentido de procurarem um acordo em volta de duas figuras. A terceira figura é um não candidato, ou seja, não tem perfil para ser escolhido como Primeiro-ministro”, contou.

Interrogado se o grupo apresentou a mesma preocupação ao Chefe de Estado, respondeu que não apresentaram nenhuma proposta, porque o “Presidente estava à procura de uma opinião inovadora e não propriamente para analisar e procurar aproximar-nos da verdade política para este país”.

Sobre o regresso do grupo dos 15 deputados às fileiras do PAIGC, Silvestre Alves recordou que, de acordo com informações, um dos elementos do grupo, Braima Camará terá assinado o Acordo de Conacri.

“Se for verdade que ele [Braima Camará] assinou, então assinou em nome de quem? Se assinou em representação dos 15 deputados, já que não seria em representação do PAIGC, nem em representação da Presidência e nem do PRS, então seria em representação dos 15 deputados. Nesta qualidade, os 15 estariam vinculados ao dever de voltar ao PAIGC. Se o PAIGC não teve a inteligência ou a sensibilidade para tratar desta questão, então o Presidente não deveria deixá-los sós. Pelo menos não devia fazer o eco publicamente como fez à partida para Cabo Verde, dizendo que o PAIGC, o PRS e os 15 deputados deviam entender-se”, notou o político.

O líder da União Patriótica Guineense (UPG), Fernando Vaz, explicou à imprensa na sua declaração que transmitiram ao Presidente da República a preocupação de todos os guineenses de que o país não pode continuar nesta situação, pelo que é urgente encontrar-se uma solução.

Fernando Vaz asseverou ainda que o grupo dos partidos políticos sem assento parlamentar não pode escolher um nome ou estar a favor, e que quem deve escolher é o Presidente da República, de acordo com o Acordo rubricado em Conacri.

 

 

Por: Aissato Só

 

 

 

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