O Presidente da República ouviu esta terça-feira, de forma separada, as cinco forças políticas representadas no novo parlamento guineense ditado nas últimas eleições legislativas realizadas a 13 de abril de 2014, tendo em vista a nomeação do primeiro-ministro e a formação do governo nos próximos dias.
Domingos Simões Pereira, sem dúvida, é a figura a ser indicada pela força maioritária, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas de 13 de abril último, para dirigir o executivo.
O partido Africano da independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC) foi o primeiro a reunir-se com José Mário Vaz.
A saída do encontro, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, considera que o Presidente da República está a cumprir apenas com dispositivo constitucional que rege auscultações dos partidos políticos para formação do novo Governo, referiu; sem no entanto indicar quando JOMAV poderá avançar o nome do próximo Primeiro-ministro.
“No nosso ententimento o Presidente tem alguma urgência. Não sei fixar a data. Apenas comunicou-nos a intenção de participar da cimeira da União Africana, o que significa que terá provavelmente mais 48 horas para o fazer”, notou o líder do PAIGC.
Quanto ao nome do futuro primeiro-ministro a ser indicado pelo PIAGC, Domingos Simões Pereira espera pelo convite do Presidente da República. Contudo, adianta que “o PAIGC não irá gastar tempo nenhum em confirmar a escolha do partido para esse efeito”.
Partido da Renovaçao Social, segunda maior força política do país representada no encontro pelo seu secretário-geral, Florentino Mendes Pereira, entende ser urgente para o país, a formação do novo governo.
Para Vicente Fernandes, líder do Partido Convergência Democrática, com a “situação catastrófica do país urge entrar na plenetude da normalidade constitucional, pois a decisão de José Mário Vaz de convocar os partidos políticos em menos de 24 horas depois da sua investidura é um ato de coragem”.
Na sua opinião resta agora calanderizar as etapas por quem de direito a fim de assumir as suas responsabilidades para que o povo da Guiné possa saber quem são seus governates e a partir daí “ alavancar esse país e fazê-lo sair do fosso em que se encontra”, referiu.
Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia e Agnelo Regala da União para Mudança, também adiantaram à imprensa que estão de acordo que o novo executivo seja “formado rapidamente”.
Facto que segundo as informações apuradas pel’O Democrata, José Mário Vaz, pode ainda produzir um decreto da nomeação do primeiro-ministro antes de deixar o país para participar na cimeira da União Africana que se realiza nos dias 26 a 27 do mês em curso na Guiné-Equatorial.
Por: Filomeno Sambú





















