Ministro de Economia e Finanças: “ESTADO CONTRAIU DÍVIDA DE 88 BILHÕES DE FRANCOS CFA COM BANCOS COMERCIAIS”

O Ministro de Economia e Finanças, João Aladje Mamadu Fadia, revelou ontem, 04 de janeiro 2017, que o Estado da Guiné-Bissau contraiu com os quatro bancos comerciais do país, uma dívida estimada em 88 bilhões de francos CFA.

Segundo o responsável pela pasta das finanças, em 2014, o Estado guineense deveu ao banco regional dez (10) biliões de francos CFA, quando BCEAO organizou uma campanha de mobilização dos recursos através do mercado financeiro. Hoje, dados indicam que a dívida subiu para 40.3 biliões, facto que levou o governante a questioner a utilização dos 30.3 bilhões [de aumento] sem que haja incidência na melhoria da vida do povo guineense.

“Hoje as finanças públicas do país estão numa situação muito grave, porque em termos da dívida como anunciamos noutro dia, tem uma dívida com os quatro bancos comerciais da capital Bissau, em cerca de 88 bilhões de franco CFA”, espelhou Fadia.

À saída de um encontro de trabalho com responsáveis de várias instituições públicas e privadas ligadas ao setor económico sobre reformas pretendidas nas finanças públicas, Fadia informou que o seu pelouro acciona mecanismos para arrecadar mais e centralizar receitas públicas,  conter as despesas do Estado.

“Se formos ver a balança do pagamento, a situação é boa, porque as reservas cambiais do país permitem garantir mais de doze meses de importação e na parte da gestão da estabilidade da moeda da política monetária, também está de boa saúde. A inflação registada em 2016 está dentro de parâmetros, ou seja, abaixou de três por cento que é a meta fixada pela União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA) ”, assinalou.

O Presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Braima Camará, disse que a situação em que se encontra a CCIAS é de pior. Contudo, assegurou que esta situação não é da culpa dos empresários, mas sim do Estado guineense. Camará explica ainda que os sucessivos conflitos políticos no país abalaram o ambiente socioeconómico e que de uma forma direta ou indireta afeta atividade empresarial guineense.

 

 

 Por: Aguinaldo Ampa

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