O presidente da República, José Mário Vaz, viajou hoje para o Gana onde vai representar o país na trigésima segunda cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a segurança e mediação de conflitos na sub-região.
A situação política da Guiné-Bissau após as eleições gerais e a instalação de novas autoridades é tema em análise na reunião que tem lugar ainda esta quarta-feira, bem como a crise militar que assola o Mali.
À partida, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira em declarações aos jornalistas, José Mário Vaz disse que vai aproveitar a cimeira para agradecer os apoios que a comunidade africana prestou à Guiné-Bissau durante os dois anos de transição que se seguiram ao golpe de Estado militar.
“Vamos, levando connosco mensagens de agrdecimento aos países irmãos da sub-região. Foram esses países que nos apoiaram durante o período de transição, portanto devemos muito a esses países”, frisou.
Referindo-se às situações de violência que nos últimos tempos a sub-região africana se tem confrontado, Chefe de Estado guineense lembra que não é apenas o Mali que constitui o problema, mas também a Nigéria.
“A nossa obrigação não é só o Mali. É bom que não esqueçamos que a Nigéria também teve esse problema e seria bom partilharmos com esses países o mesmo sentimento com que agiram quando o nosso país também teve os mesmos problemas difíceis”, notou.
José Mario Vaz, acrescentou que roga a Deus para que ajude os países da sub-região a encontrarem a paz, sobretudo no Mali e na Nigéria.
Questionado sobre se a continuidade do contingente da Ecomib (força de 700 militares e policias da CEDEAO) estacionado na Guiné-Bissau, será também tema das conversas que irá manter com os seus homólogos, José Mário Vaz disse que esse assunto não faz parte da sua agenda.
José Mario Vaz, vai juntar aos novos ministros dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa e da Defesa, Cadi Seidi, que já se encontram no Gana.
Por: Filomeno Sambú





















