FORUM DE “PARTIDOS DEMOCRÁTICOS” RESPONSABILIZA JOMAV PELO INCUMPRIMENTO DE ACORDO DE CONACRI

O Coletivo dos Partidos Políticos Democráticos responsabilizou hoje, 02 de maio 2017, o Presidente José Mário Vaz, o Partido da Renovação Social (PRS) e os deputados dissidentes do PAIGC de obstaculizarem a implementação do ‘Acordo de Conacri’ e de instaurarem um regime autoritário na Guiné-Bissau.

Segundo o comunicado dos partidos reagrupados no chamado “Espaço de
concertação dos partidos democráticos”, lido
pela dirigente do Movimento Patriótico, Ruth Monteiro, o Chefe de Estado guineense é a “primeira” entidade a enfrentar sanções que serão impostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), caso não reconsiderar a sua posição e abandonar as ‘manobras dilatórias’ para não nomear Augusto Olivais (dirigente do PAIGC) como Primeiro-Ministro, o nome do “consenso” de signatários do ‘Acordo de Conacri’.

Para o PAIGC, PCD, UM, PND, PUN, PST, MP o entendimento da última missão interministerial da CEDEAO a Bissau o ‘Acordo de Conacri’ não está sendo aplicado porque a nomeação de Augusto Olivais é uma condição para se iniciar a implementação dos restantes pontos contidos no Acordo de Conacri.

O forum acusa os renovadores (PRS) de ser a única força política que recusa participar no
diálogo proposto pelo líder do Parlamento para a saída da crise e consequentemente a implementação do acordo, por isso, o coletivo defende no comunicado que o PRS deve também ser responsabilizado, enquanto instituição, por obstaculizar a implementação do Acordo de Conacri.

“Os deputados dissidentes do partido libertador (PAIGC) têm declinado todos os convites da direcção daquela formação política, alegando nomeadamente compromissos com o PRS, isto inclusive na presença da delegação da CEDEAO, o que representa claramente um obstáculo à implementação do Acordo de Conacri, devendo merecer igualmente sançoes individuais”, notou o comunicado.

Contudo, o coletivo apela os deputados dissidentes do PAIGC e o PRS o retorno à
“convivência democrática” dos partidos políticos, tomando parte em iniciativas que visem a formação de um governo inclusivo e a elaboração do Programa consensual do executivo a aprovar na “mesa redonda de Diálogo Nacional”.

Para o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, o Presidente José Mário Vaz de momento só tem uma opção que é cumprir o acordo de Conacri.

“Desde primeiro dia da crise, definimos a nossa posição clara que a única arma que temos reside em mecanismos democráticos, mas qualquer pessoa que nos desafia, vamos derrotá-lo no campo que escolheu”, lembrou.

De referir que o Colectivo é constituído por sete partidos políticos, quatro dos quais possuem assento no Parlamento, designadamente: PAIGC, PCD, UM, PND. O PST, PUN e MP são extraparlamentares.

 

 

 

Por: Aguinaldo Ampa/Assana Sambú

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