O Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Bacari Biai, afirmou esta terça-feira, 19 de junho 2017, que Manuel dos Santos “Manecas” foi detido a mando do Ministério Público e não da Polícia Judiciária.
“Somos obrigados a cumprir os mandados de detenção emitidos pelas autoridades judiciais. Foi o que a Polícia Judiciária fez, portanto não temos mais explicações a dar relativamente a esta questão”, concluiu.
Em relação ao incidente com a advogada Ruth Monteiro, Bacari Biai explica que tudo começou quando o cidadão Conduto de Pina [constituinte da Ruth Monteiro], mais alguns elementos deslocaram-se às ilhas do Arquipélago dos Bijagós e paralisaram, sem comunicar a Polícia Judiciária, todo o processo de andamento das obras onde funcionaria a sede da Polícia Judiciária financiadas pela Comunidade Internacional, para combater o tráfico de drogas.
Segundo o Diretor Nacional, quando souberam da ocorrência pelo responsável da ONUDC sobre os motivos para paralisação das obras, de imediato a PJ comunicou o Ministro da Justiça para saber se era do seu conhecimento, mas o Ministro nega não ter conhecimento e nem informações relativas à paralisação das obras.
“O Ministro da Justiça, por sua vez, fez diligências junto do Secretário de Estado de Estado da Ordem Pública para saber se os agentes da ordem pública colocados, em Bubaque, receberam a decisão do tribunal para paralisar as obras, a resposta foi não. E nós contactamos o administrador local se teria tomado uma decisão administrativa para interromper as obras a resposta foi a mesma”, detalhou para de seguida explicar que uma semana antes o cidadão Conduto de Pina apareceu lá a reclamar que obra estaria a pôr em causa o plano urbanístico da cidade de Bubaque e a estética arquitetônica da sede da administração local.
Neste sentido, acrescenta, “demos orientações aos agentes da Polícia Judiciária para interpelarem Conduto de Pina e saber o porquê e, é nessa base que foi conduzido do porto de Bissau até às instalações da PJ, simplesmente para prestar declarações e saber se tinha algum documento que o habilitasse a mandar paralisar a obra do Estado”.
Bacari Biai disse, no entanto, que Conduto de Pina ficou em silêncio alegando que só falaria com a presença da sua advogada e foi-lhe aceite o argumento, mas quando chegou a advogada Ruth Monteiro que “em vez de exercitar a sua função como advogada e procurar saber por que razão Conduto tomou aquela decisão, entrou logo com gritaria insultando que os agentes da PJ não conhecem Código do Processo Civil e depois de tanto barulho acabou por ser expulsa das instalações da Polícia Judiciária”.
Por: Aguinaldo Ampa/Filomeno Sambú






















Guiné está com falta de tudo,até advogados que nunca ganharam uma causa ainda estão listados na ordem……o tempo dirá tudo .