BCEAO Disponibiliza 15 Biliões de FCFA para a Guine-Bissau

O Banco Central dos Estados de África Ocidental disponibilizou 15 Biliões de Francos CFA para o pagamento dos salários em atraso aos funcionários públicos  da Guiné-Bissau.

A disponibilização do fundo vem na sequência do pedido feito pelo Presidente da República, José Mário Vaz ao governador daquela instituição financeira Sub-regional, informou a organização esta quarta-feira em Bissau.

Esta quarta-feira, o Diretor Nacional para a Guiné-Bissau do Banco Central dos Estados de África Ocidental, Aladje João Fadia, reuniu-se com Chefe de Estado.

A saída do encontro, Aladje João Fadia revelou que o pedido de JOMAV de disponibilização de 15 Biliões de Francos CFA foi formalizado a 10 de julho pelo Ministro das Finanças, enquanto interlocutor junto do BCEAO.
“É uma satisfação hoje transmitir ao chefe de Estado o resultado do pedido que formulara ao governador de BCEAO, que é de mobilizar esse montante para permitir o Governo pagar os salários, sobretudo salários atrasados”, notou.

O diretor Nacional assegurou ainda que o dinheiro solicitado a título de crédito está disponível na conta do Tesouro Público, no BCEAO, graças ao recurso do mercado financeiro da União Económica e Monetário Oeste Africana (UEMOA)
“Trata-se de um crédito. Como sabem, qualquer Governo em qualquer parte do mundo financia-se através de crédito, mas a forma de financiamento terá que passar por sistema do mercado financeiro e para conseguir o financiamento é necessário ter confiança dos investidores”, esclarece.

Na opinião de Aladje João Fadia, as visitas efetuadas a quase todos os países da UEMOA terá, sem dúvida, influenciado a disponibilização desse fundo sem grandes constrangimentos aumentando “o capital da confiança” na Guiné-Bissau, porque tem o “rosto”, lembrando que JOMAV foi ministro das finanças (interlocutor do Governo junto do BCEAO), Ministro do Conselho de ministros da organização monetária Oeste Africana de 2010 até 2012, quem geriu dossiês quentes como, a grise da Costa do Marfim e reforma institucional do BCEAO, portanto é “uma figura muito conhecida”, sublinha.

Banco central dos Estados de África Ocidental não financia diretamente os Estados, mas sim disponibiliza fundos através do mercado financeiro procurando sempre fazer que os investidores canalizem as suas poupanças para o financiamento das suas necessidades, sobretudo do tesouro, referiu Aladje João Fadia.

por: Filomeno Sambú

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