Domingos Simões Pereira condecorou Tomás Cabral com a Ordem de Mérito

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, condecorou hoje o secretário de Estado da Administração Estatal de Timor-Leste com a Ordem de Mérito, Cooperação e Desenvolvimento pelo apoio dado para a realização de eleições no país.

“Através desta medalha posso dirigir-me a toda a Nação timorense. O que nós pretendemos dizer é um muito obrigado a Timor-Leste pela assistência e pelos apoios que nos têm disponibilizado”, afirmou Domingos Simões Pereira, na cerimónia transmitida em direto pela televisão pública.
Na sequência de um pedido solicitado pelo antigo Governo de transição guineense, Timor-Leste estabeleceu uma missão de apoio ao processo eleitoral na Guiné-Bissau em setembro de 2013.

A missão timorense, liderada pelo secretário de Estado da Administração Estatal, Tomás Cabral, apoiou as instituições eleitorais da Guiné-Bissau na preparação e realização do ato eleitoral, que culminou com a eleição de um novo Presidente e parlamento.

“Sabemos que têm um futuro difícil. Sabemos, calculamos e sentimos as vossas dificuldades, mas nós temos uma certeza, para a frente é o caminho”, afirmou, por seu lado, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que também participou na cerimónia, juntamente com o Presidente do Parlamento nacional, Vicente Guterres, e o antigo representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau José Ramos-Horta.

Xanana Gusmão afirmou também que Timor-Leste não vai deixar no “esquecimento a solidariedade” sempre manifestada pela Guiné-Bissau durante a luta pela independência do país e pediu a Domingos Simões Pereira para aguentar com firmeza o cargo de primeiro-ministro.

Domingos Simões Pereira deslocou-se à Guiné-Bissau para participar na X cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu na quarta-feira, e durante a qual Timor-Leste assumiu pela primeira vez a presidência da organização.

A cimeira também ficou marcada pela adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direito à organização e pelo regresso da Guiné-Bissau à CPLP, depois de suspensa devido ao golpe de Estado de 2012.

fonte: Lusa

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