O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou que a perseguição judicial de que está a ser alvo tem motivação exclusivamente política para tentar restringir a sua movimentação, tendo em conta a preparação da próxima campanha eleitoral.
A denúncia foi tornada pública esta terça-feira, 05 de junho, em nota à imprensa dirigida ao partido para clarificar vários assuntos que têm preenchido a agenda e a opinião pública guineense, lido pelo porta-voz do partido, João Bernardo Vieira.
“Os promotores de tal investigação sabem e bem que, para além da certeza e transparência do processo, a operação não foi consumada no exercício do meu mandato e nem teve a minha implicação direta. Além disso, não se percebe a que título serei chamado a um processo que já saiu da alçada do Ministério Público e se encontra na alçada do tribunal”, questiona, deduzindo que se se trata de um novo processo sobre o mesmo assunto, “isso vem comprovar a tese de perseguição política”.
“A politização desta operação é um exemplo paradigmático da maior desonestidade política dos nossos detratores, pois os que mais estavam interessados na realização desta operação e que dela mais beneficiaram são os que mais acusam a nossa administração”, lê-se na carta do líder do PAIGC.
Segundo a carta, volvidos cerca de dois anos, pelos vistos, estas mesmas pessoas não conseguem produzir nenhuma alternativa plausível e avança, indicando que aquilo que era considerado um crime é hoje praticamente aceite como única opção.
Domingos Simões Pereira negou a existência do resgate aos Bancos Privados guineenses. No documento realça, contudo, que o que houve foi uma operação em que os bancos com a carteira de créditos mal parados, com liquidez, solicitaram ao governo a compra dessa carteira de crédito com o dinheiro dos próprios bancos. Simões Pereira encara esta flexibilidade como uma operação “meramente contabilística” para permitir aos bancos ganhar tempo na recuperação desses créditos e continuar a financiar a economia.
Na sua carta, Simões Pereira diz que o seu partido é a favor da emissão dos cartões de eleitores no país e que os eleitores recebam o seu cartão no momento do recenseamento. Contudo, o PAIGC insiste ser a sua grande prioridade o cumprimento da data de realização das eleições, assegurando, no entanto, a legalidade e transparência do ato.
Em relação ao estatuto remuneratório dos magistrados, DSP deixa várias notas de esclarecimento, assegurando, contudo, que durante a vigência do governo de legislatura priorizou a elaboração, negociação e aprovação de uma tabela salarial única que estabelecesse justiça salarial a todos os escalões da administração. Neste sentido, pede aos titulares dos cargos políticos a aceitarem a anulação dos seus subsídios, que no seu ponto de vista mascaram a realidade das remunerações e comprometem a transparência dos processos.
Por: Filomeno Sambú






















Seu malandro!
Esta perseguição é meramente politica porque o derrube de governo do Domingo Simão Perreira não houve nenhum acusaçao .Não corresponde verdade