O Embaixador da República Popular da China, Wang Hua revelou hoje que o Governo do seu país construirá nos próximos tempos duzentos e cinquenta casas sociais na Guiné-Bissau e que os engenheiros chineses já estão a fazer estudos para a execução da obra, avançou ainda que está em curso um projeto para a electrificação solar de toda a cidade de Bissau. Hua falava no acto de lançamento oficial da primeira pedra para a construção do Palácio de Justiça.
Em relação à edificação do Palácio de Justiça, o Embaixador pediu aos engenheiros chineses em cooperação com os nacionais, o redobrar dos esforços para terminar a obra dentro do prazo de 20 meses estabelecido. Sublinhou ainda que a referida obra vem na sequência da vontade do povo chinês em ver o povo guineense orientado para tornar a Guiné-Bissau num verdadeiro Estado de direito.
Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá que presidiu o ato oficial do lançamento da primeira pedra para a construção do novo Palácio de Justiça da Guiné-Bissau considerou que a obra ora lançada vem responder a preocupação que há muito tempo se fazia sentir, acrescentando que chegou a vez da justiça com a construção daquilo que considera de um bloco arquitectónica importante que albergará as sedes da Procuradoria-Geral da República, Supremo Tribunal da Justiça, Tribunal de Contas.
Ainda Cassamá afiançou que o referido edifício além de dignificar os funcionários daquelas três instituições projetará igualmente para a nossa sociedade imagem institucional da justiça como pilar essencial na consolidação e na edificação de um Estado de direito e democrático, apelidando aquela obra de mais um monumento da solidariedade chinesa.
Na visão da Ministra da Justiça, Carmelita Pires disse a’O Democrata que a importância daquele futuro edifício da justiça para os guineenses tem a ver com a dignificação de um dos Órgãos da Soberania, espelhando que a “dignificação começa pelo espaço, e órgão da soberania deve ter uma instalação condigna”.
Também esteve presente na cerimónia o Ministro titular das Obras Publicas Construção e Urbanismo. José Cruz de Almeida exortando a empresa construtora a executar a obra como tal foi projetada, assim como respeitar as normas preceituadas na edificação urbana do nosso país.
Recorde-se que a obra de edificação do Palácio de Justiça conta com um financiamento integral do Governo chinês num montante que ronda 20 milhões de dólares americanos, A obra vai comportar cinco edifícios, com uma dimensão de 10 mil metros quadrados numa área a construir de 7 mil metros quadrados. Os trabalhos terão a duração de 20 meses, a sua entrega está prevista para Abril de 2016. A Jiangsu Jiangdu Contruction Co. Lda. é empresa vai executar a obra, fiscalizada pelo Ministério das Obras Públicas Construção e Urbanismo, através da Direção de Habitação e Urbanismo.
Por: Sene Camará
Foto: cortesia ANG






















Djarama o povo chinês e o seu governo que mais uma vez no âmbito de amizade sino-guineense, vai construir um grande edifício para albergar a sede da justiça… há muito tempo que se falava deste projecto que hoje se transformou numa realidade com o lançamento da primeira pedra da obra… Todos os grandes edifícios do país foram construído pelo governo chinês, portanto temos que agradecer o povo chinês que decidiu tirar milhões de dólares para construir e reconstruir edifícios governamentais na Guiné-Bissau… Djarama povo chinês… Resta-nos agora trabalhar afincadamente na preservação destes edifícios.
A china é conhecida por muitas coisas nada agradáveis tais como a falsa democracia que o seu comunismo tem, e a sua perseguição as liberdades individuais e de pensamento e até religiosas e ainda é conhecida pelo trabalho quase escravo, fruto do seu capitalismo desumano. Mas a China, ou melhor, os chineses também são conhecidos pelo seu contrabando e principalmente, na Guiné, pelas suas estranhas mercadorias balato-balato, galantia-ka-ten: todas falsas. Mas tudo bem.
Por outro lado, o também honrado, inteligente, competente, saudável, intelectual e rico povo chinês é mundialmente conhecido por coisas positivas: esforço no trabalho e no negócio. Isso orgulha muito, pois os chineses são trabalhadores competentes, e nunca vivem a reclamar como vítimas de nada, provam isso, principalmente, nos EUA. Bom o que quero mesmo dizer é os irmãos chineses por mais bom que sejam, comunistas não fazem favor, ou pelo menos, deste tipo. O governo chinês construirá este palácio a troco de quê? A China não deve ter um discurso paternal, como se fosse nosso padrinho. O que está em jogo é negócio, nada de ajuda, nada de oferta. Falam como se fosse oferta. Que o governo guineense diga claramente o que é que a China está a ganhar em troca, para que possamos saber se o negócio é justo ou bom para nós ou não, se é proveitoso ou não para nós e a próxima geração. Ora, se for oferta, recebam manos, já receberam mesmo, mas desconfiem, porque oferta desse tipo como muitos zeros a direita é normalmente um empréstimo. Que o governa diga o que está a dar em troca com todos estes parceiros que estão fulos para ir a Guiné-Bissau (ainda aquando estivemos em golpe, estavam muitos estrangeiros). Eu sei que temos madeira, arreia, mar e peixes e mariscos. Que o governo diga o que está a dar em troca a Angola, a China, a União Europeia, et cetera.