Um comunicado enviado à imprensa hoje em Bissau pelo Gabinete de Relações Públicas da Presidência da Repúbica guineense informa que o Conselho Superior da Defesa Nacional terá aconselhado ao Chefe de Estado, José Mário Vaz, Comandante Supremo em Chefe das Forças armadas, a instruir às forças de segurança para facilitar o acesso a escritórios dos recém nomeados membros do governo dirigido por Faustino Fudut Imbali.
A nota, rubricada por um secretário administrativo ad-hoc do órgão consultivo do Presidente da República, com traços de carimbo pouco lisível e sem nome do assinante.
O Presidente da República cessante, José Mário Vaz convocou consecutivamente nos dias 4 e 5 do corrente mês reuniões do Conselho Superior da Defesa Nacional para abordar a atual situação política decorrente da demissão do executivo liderado por Aristides Gomes.
Entretanto, as informações na posse do Jornal O Democrata indicam que as chefias das forças armadas não concordaram com a intenção do Chefe de Estado de se involver no atual processo político. Segundo as nossas fontes, durante os encontros, o Presidente pediu os militares que façam cumprir os dois decretos presidenciais que nomearam Faustino Imbali como Primeiro Ministro e o seu elenco.
De acordo com as mesmas fontes, o atual Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biague Na N’Tan reiterou ao Presidente da República a promessa de manter os militares distantes das disputas políticas e que continua determinado em honrar esse compromisso enquanto estiver a frente da instituição militar.
O Conselho Superior de Defesa nacional é o órgão específico de consulta para os assuntos relativos à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas, podendo dispor da competência administrativa que lhe for atribuída por lei.
Para além do Chefe de Estado e Comando Supremo das Forças Armadas, fazem parte do Conselho Superior de Defesa: Primeiro-ministro, ministros de Defesa, de Interior; de Economia e Finanças, de Obras Públicas, de Transportes, chefias militares (Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, seu vice e chefes de três ramos das Forças Armadas, Marinha Nacional, Exército e Força Aerea) e representantes de três partidos com assento no Parlamento neste caso, PAIGC, MADEM-G15 e PRS.
Por: Assana Sambú





















