Úmaro Sissoco Embaló: “GUINÉ-BISSAU ESTÁ NO CHÃO FRUTO DE UMA GOVERNAÇÃO DE ARROGÂNCIA”

O investido Presidente da Repúbica, Úmaro Sissoco Embaló, afirmou este sábado 29 de fevereiro de 2020 que a Guiné-Bissau está no chão, bloqueada e a sangrar, fruto de uma governação de arrogância e da prepotência completamente alheia aos anseios e às preocupações do povo.

Embaló discursava na cerimônia de posse do novo Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, realizada no palácio da República na presença de Chefias militares, Procurador Geral da República, presidente do Tribunal de Contas e de Embaixadores do Senegal e da Gâmbia. Na ocasião, Sissoco Embaló disse que o novo Primeiro-ministro não deve desiludir o martirizado povo guineense e muito menos defraudar as suas expectativas.

O chefe de Estado informou que nos últimos tempos o país está numa desgovernação total, ilustrando  a corrupção generalizada, paralização completa dos serviços sociais básicos agravada com atitudes de desrespeito ao anterior Presidente da República  protagonizado pelos Primeiros ministros demitidos. Embaló prometeu devolver a esperança, a ordem e a tranquilidade ao martirizado povo guineense.

“Quero aqui lançar cinco desafios ao Primeiro-ministro, primeiro restabelecer a ordem e tranquilidade no país, através de uma governação assente no respeito pela dignidade da pessoa humana e na gestão criteriosa, rigorosa, transparente na coisa pública, segundo restabelecimento de imediato dos serviços básicos como o sector da educação e saúde que se encontram paralisado devido ao clima de desordem e desgovernação que lamentávelme tem afetado o país e encorajou o Primeiro-ministro a abrir negociações sérias com sindicatos, terceiro criação de condições efetivas para um bom desenrolar da campanha de caju, permitindo os agricultores a tirarem maior proveito económico deste produto estratégico nacional”, aconselhou.

Úmaro Embaló, acrescenta ainda no quarto desafio que passa para implementação de mecanismos urgentes de combate à corrupção, ao crime organizado, ao tráfico de drogas e a impunidade em geral com finalidade de restabelecer a confiança dos cidadãos nas instituições da República. O quinto e último desafio é a criação de condições para a transformação de justiça como fator incentivo à paz e à reconciliação entre guineenses e devolução da esperança e autoestima.

“Quero lançar um apelo à calma ao povo guineense e dizer que contrariamente as informações que têm sido veiculados por alguns sectores da comunicação social guineense não corresponde à verdade porque o país não está nenhuma situação de golpe de Estado ou seja não foi tomado nenhuma medida restritiva dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, muito menos pôr em causa o normal funcionamento das instituições de Estado. Na qualidade do Chefe de Estado em uso dos poderes que a constituição da República me atribui para pôr fim à anarquia, à desordem, ao desrespeito e coronavirus políticos”, sublinhou.


Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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