DIREÇÃO DA APGB ACUSA FUNCIÓNARIOS DE LEVARAM OS SERVIÇOS FINANCEIROS A FALÊNCIA

A direcção da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) através do responsável dos recursos humanos, acusou os funcionários de levarem os serviços financeiros da empresa à falência. Amarildo Veigas falava a’O Democrata em conferência de imprensa na passada segunda-feira, para esclarecer a situação de despedimento de 156 funcionários afectos àquela instituição.
Amarildo Veigas advertiu que depois da alteração da ordem constitucional de 12 de Abril de 2012, aumentou-se uma massa salarial de 219 milhões ou seja um aumento salarial bruto de 35% e 52% por mês.

O responsável da empresa afirmou que com base nesses dados a direcção geral de serviços portuários carece de meios financeiros para sustentar as despesas financeiras dos funcionários.

Acrescentou ainda que antes de 12 de Abril de 2012, os serviços portuários tinham apenas 618 funcionários com a tendência de redução para 520 de acordo com a recomendações de Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) e Banco Mundial (BM) de forma a garantir uma mais-valia e contribuir para mobilização de investimentos para o desenvolvimento do porto da Guiné-Bissau.

ʺAinda, a direcção geral dos serviços portuários contactou o sindicato de base dos trabalhadores, para informar tudo o que esta acontecer e muitos negaram receber os documentos, nomeadamente certidãos negativos e notificações. Isso levou a administração a proceder ao despedimento dos funcionários através de uma ordem de serviço datada de 28 do Novembro e que a partir de 1 de Dezembro não podem mais frequentar os serviços portuários e serão ainda endemizados de acordo com a lei geral de trabalhoʺ. Explicou amarildo.

Assegurou ainda que os funcionários que estão a reclamar que são efectivos, o responsável explicou que o processo de efectivação por ter sido feito de forma abusiva acabou por prejudicar o funcionamento portuário, alegando que a direcção antiga deixou uma dívida de dois bilhões e novecentos e noventa e nove milhões de francos cfa do imposto dos funcionários junto do Instituto Nacional da Segurança social.


SINDICATO AFIRMA QUE APGB NUNCA TEVE CRISES FINANCEIRAS

O presidente do sindicato de base dos trabalhadores de administração dos Portos da Guiné-Bissau, Hélder Gomes assegurou que os serviços portuários da Guiné-Bissau não carecem de meios financeiros para sustentar as despesas dos funcionários.

O sindicalista sustenta ainda que a APGB é uma empresa estável, como também é uma das instituições que arrecada fundos em grande quantidade para sustentar todos os funcionários daquele estabelecimento.
“Os serviços administrativos de portos da Guiné-Bissau, não pagam seguros desde 1988, mas não porque falta o dinheiro no cofre da empresa para pagar o seguro”, explicou o responsável do sindicato, que entretanto, avançou que a empresa desconta os salários dos funcionários durante o pagamento em nome de seguro.

Assegurou que a direcção geral dos serviços portuários não pode e nem tem a autoridade de parar trabalho de um funcionário, porque de acordo com ele, é preciso o aval do ministério da Função Pública e do Secretariado de Estado de Transportes e Telecomunicações para que a medida tomada pela direcção seja implementada.

O presidente do sindicato afirmou que todos os estivadores que estão a ser demitidos são funcionários efectivos que pagaram seus descontos de seguro nos momentos de pagamento salarial. Acrescentou por um lado que os funcionários estão a ser a vítimas dos compromissos morais ou políticos da campanha eleitoral dos partidos políticos.

Relativamente à questão da qualidade, informou que a maioria dos funcionários demitidos têm o nível de formação aceitável, desde o 12º ano da escolaridade, curso médio e superiore, e sublinhou que o facto de estes funcionários trabalharem como estivadores tem a ver com a falta do emprego no país.

 

Por: Aissatu Só

 

3 thoughts on “DIREÇÃO DA APGB ACUSA FUNCIÓNARIOS DE LEVARAM OS SERVIÇOS FINANCEIROS A FALÊNCIA

  1. Apertem com esse tal Amarildo Veigas. Só assim deixará de ser aldrabão. Andam a procura de espaços para poder colocar as suas gajas e mininus de recado. Não baixem os braços. Não saiam da APG! que se lixem!

  2. Que Pena!
    Uma coisa que é bom aprender, na administraçao nao devemos conectar odio, rancor, inveja, calunia, defamaçao, muito menos as questaos partidarias e etnicaS…etc…é fatal…

    Acima de tudo na administraçao o que eu acho que pode imperar acima de tudo é a Sabedoria, AMOR, Toleraça por ultimo a dignidade.

    Estou me arreferir os ditos responssaveis de APGB, que nao sabem onde começa o porto e muito menos onde termina, porque o dinheiro canta mas alta nas suas funçoes TRISTE, TRISTE, e QUE PENA.

  3. A Administraçao pública tem sido sempre vítima de clientelismo partidário na Guiné-Bissau. O que a atual direçao realmente pretende e que infelizmente nao tem a coragem de dizer é seguinte: Afastar os 156 funcionários para poder acomodar a clientela política. A direçao tem compromissos com pessoas que segundo se diz sao do partido e familiares. é a grande verdade nessa história toda. é fraco o argumento segundo qual os 156 funcionários foram admitidos com contratos durante o período da transiçao. Será que neste país chegou de se aplicar concurso público na admissao de pessoas na administraçao? O próprio DG faz concurso de netrada na APGB? Ja existiu concurso em que departamento de Estado guineense? Paremos de nos enganar uns aos outros.Nao pode haver uma administraçao sa com politiqueiros!

Deixe um comentário para Quintino Nhasse Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *