A Direcção-geral da Modernização da Produção das Forças Armadas (FA) promoveu a primeira Conferência Nacional de Produção, sob o lema “Produção Agro-Pecuária, Âncora da Paz e Alavanca do Desenvolvimento da Guiné-Bissau”. O encontro decorreu a 16 e 17 do mês em curso, numa das unidades hoteleira da cidade de Bissau, e visa sensibilizar as entidades internas e externas sobre a exploração e o aproveitamento das várias potencialidades produtivas existentes nas nossas Forças Armadas, com vista a angariar fundos e parcerias para implementar projectos.
Durante dois dias, militares de diferentes ramos das Forças Armadas assim como técnicos agrícolas e pecuários das instituições estatais vão debater a problemática da produção militar e encontrar soluções possíveis para o seu relançamento, assim como a sua reorganização funcional e a sua modernização e desenvolvimento.
O acto de abertura da cerimónia foi presidido pelo Secretário do Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Carlos Nhaté, que assegurou na altura que um dos objectivos da Reforma das Forças Armadas, no seu entender, é a sua modernização e adequação às exigências actuais, tornando as FARP capazes de responder positivamente os desafios do milénio.
Para Nhaté a produção qualitativa e quantitativa das FARP permitirá não só a diminuição das despesas na garantia da sua alimentação, mas também contribuirá na melhoria da qualidade da dieta alimentar nos quartéis.
“A conjuntura actual é-nos favorável para a modernização das nossas FARP. Apenas temos que aproveitar este percurso que temos em benefício da Guiné-Bissau e para os guineenses”, sublinhou Nhaté.
Por sua vez, o director-geral da Modernização da Produção das Forças Armadas, Manuel da Costa, defendeu no seu discurso que o desenvolvimento de actividades produtivas no sector da defesa não deve e nem pode depender somente das Forças Armadas, mas sustentou que o mesmo deve envolver a sociedade no seu todo bem como o total engajamento do Governo.
Assegurou também que a “melhoria de condições de vida dos militares trará a paz e estabilidade a nossa querida Guiné-Bissau”.
“A realização da presente conferência marca o ponto mais alto da mudança de mentalidade, isto é, a passagem pacífica da mente belicista para a mente produtiva no seio das nossas gloriosas Forças Armadas. Uma nova maneira de os efectivos das forças de defesa e segurança pensarem patrioticamente a nossa terra, e trabalharem como cidadãos para o desenvolvimento socioeconómico almejado, sem porem de lado o seu papel de defesa e segurança da Guiné-Bissau”, destacou Manuel da Costa.
Por: Sene Camará





















