ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE AMÍLCAR CABRAL EXIGEM RETOMA DAS AULAS E PUBLICAÇÃO DOS RESULTADOS

Os estudantes da Universidade Pública Amílcar Cabral (UAC) exigiram do governo esta quarta-feira, 02 de dezembro de 2020, a retoma plena completa das aulas e a publicação dos resultados do primeiro semestre e, consequentemente, terminar o segundo semestre.

A exigência dos estudantes foi tornada pública durante a vigília realizada em frente à UAC, depois de dois meses de paralisação das aulas naquela instituição.Os estudantes empunhavam cartazes e folhetos, onde se podia ler frases repetidas em voz alta pelos estudantes: “queremos retomar as aulas, UAC é o nosso lar, UAC é o nosso futuro, nô misti bai escola, UAC ka na muri”

Mussa Tchetna Lona, em representação do presidente de Associação da única Universidade pública do país, revelou que no encontro mantido com o vice-reitor nada foi ficou claro quanto à retoma ou não das aulas e a publicação dos resultados.

Segundo Mussa Tchetna Lona, muitas cartas foram envidas à reitoria da aquela intuição, sobretudo no que tem a ver com o pagamento aos docentes e a  retoma das aulas, mas nenhuma reposta saiu das várias tentativas, tanto da reitoria quanto do Ministério da Educação, “apenas  promessas que ninguém cumpriu”.

Em reação  à demora do início das aulas na UAC, o presidente da Plataforma Nacional de Associação Académica de Ensino Médio e Superior da Guiné-Bissau, Erickson Ocante Ié, lamenta  o facto de não ter havido até agora a intervenção do Estado, porque “os problemas e os relatos em todo esse processo têm a ver, simplesmente, com o levantamento de título no Tesouro Público e falta a de assinatura de cheques por parte do Secretário de Estado de Tesouro”.

“Esta é uma situação lamentável, que revela que os governantes não estão interessados em questões da educação, sobretudo do Ensino Superior”, lamentou e apelou aos governantes a dar um pouco de prioridade ao sector da educação.

Erickson Ocante Ié defendeu, por isso, que o Estado deve criar condições para que a universidade pública seja de referência para as outras universidades privadas,  porque se não conseguir fazer funcionar a única universidade pública não terá a moral de exigir das  outras instituições privadas do ensino superior.    


Por: Carolina Djemé

Fotos: C.D

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