O antigo primeiro-ministro de Cabo Verde e candidato às eleições presidenciais, Carlos Veigas, defendeu que a Guiné-Bissau e Cabo Verde têm que caminhar juntos, através de concertação e trabalho permanente para o bem dos respetivos países, porque “tudo que acontece aqui interessa Cabo Verde e o que acontece em cabo Verde, também interessa a Guiné-Bissau”. Veigas fez estas declarações aos jornalistas, depois da audiência com o Chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.
Veigas está no país para pedir o apoio à comunidade cabo-verdiana para as eleições presidenciais agendadas para 17 de Outubro do ano em curso e também para reunir-se com os líderes das formações políticas guineenses.
Prometeu que se for eleito Presidente de Cabo Verde irá trabalhar afincadamente para que as relações entre os dois países atinjam o ponto mais alto de sempre, tendo frisado que acredita que é possível elevar essa relação que considera boa.
Questionado se acredita que desta vez será possível vencer as eleições depois das derrotas consecutivas de 2001 e 2006, respondeu sim.
ʺAté porque o contexto é um pouco diferente. Eu candidatei-me às presidenciais no momento em que o partido que me suportava mais fortemente tinha perdido as eleições legislativas. Recuperei e de certa forma ganhei em Cabo Verde, mas não consegui chegar à diáspora suficientemente organizado para vencer e esta diferença foi marcante nos resultadosʺ.

Veigas disse que desta vez está confiante na vitória, porque há um trabalho que está a ser feito em Cabo Verde e a nível da comunidade cabo-verdiana na diáspora.
Salienta-se que Carlos Veiga, de 72 anos de idade, foi o primeiro-ministro de Cabo Verde de Abril de 1991 a Julho de 2000. Foi o primeiro chefe do executivo escolhido em eleições multipartidárias. Participou e perdeu duas vezes consecutivas as eleições presidenciais : 2001 e 2006.
Por: Assana Sambú
Foto: Cortesia da Presidência





















