Ministro das Pescas: “GUINÉ-BISSAU PRECISA DE UMA FROTA NACIONAL PARA ABASTECER O MERCADO DO PESCADO”

O ministro das Pescas, Mário Siano Fambé, reconheceu que a Guiné-Bissau precisa de uma frota nacional para abastecer o mercado interno, como melhor forma de resolver a situação do preço “exagerado” do pescado no país. Contudo, disse que o executivo está a trabalhar para recuperar as empresas nacionais de pesca e depois procurar parceiros que possam distribuir os peixes até a última tabanca do país.

O governante fez estas considerações durante uma conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 12 de julho de 2021, para responder às acusações feitas pelos grupos parlamentares do PAIGC, APU – PDGB e a UM, sobre o desvio de 400 toneladas de pescado no Ministério das Pescas. Embora o grupo, na sua nota à imprensa do passado dia 07 do mês em curso, não tenha indicado o período, ter afirmado que esse fato demonstra a “falta de compromisso e de seriedade” do governo para com o povo guineense.

O ministro das Pescas, disse que as acusações daqueles grupos parlamentares não correspondem àverdade, tendo informado que, na verdade, o Estado da Guiné-Bissau consegue descarregar no mercado nacional apenas 173 toneladas de pescado e não 400 toneladas como avançado pelas bancadas parlamentares do PAIGC, APU – PDGB e a União para a Mudança.

Fambé assegurou que é impossível desviar quatrocentas toneladas de pescado se o país só consegue cento e setenta e três toneladas e, que não desviado, mas que foram vendidas em conformidade com as normas da Guiné-Bissau. 

O governante reconheceu que atualmente o peixe continua a ser vendido no mercado nacional a um preço muito elevado, mas garantiu que os trabalhos estão em curso para inverter a situação.

“Exigimos a todas as empresas detentoras de licença de pesca para descarregarem uma certa quantidadede pescado no mercado nacional. Mas esse pescado não é atribuído ao Estado, mas sim é estoque da empresa, porque o mais importante é abastecer o mercado”.  

Salientou que se não fosse a má-fé, os deputados que fizeram tais acusações podiam dispor de mais informações sobre o assunto através de procedimentos, nomeadamente, pedido de informações através da comissão especializada para a área de pesca ou por interpelação do ministro da área no Parlamento.

“Os deputados não podem ouvir na rua uma especulação e transformá-la em informação para intoxicar a sociedade” criticou, para de seguida sublinhar que a Guiné-Bissau deve ser construída pelos próprios guineenses. 

“Desde o início da luta de libertação nacional, em 1963, até a data presente, o povo guineense continua a ser enganado! Isso não é bom, para este povo que está cansado e precisa de políticos sérios e responsáveis que falam do que sabem, não comunicar apenas para serem ouvidos nos órgãos decomunicação social”.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A        


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