A Cárita da Guiné-Bissau em colaboração com a estação emissora católica, Rádio Sol Mansi, lançou hoje (sexta-feira) em Bissau, uma iniciativa de produção local do desinfetante hipoclorito de sódio (Lixívia). A cerimónia do lançamento da iniciativa teve lugar nas instalações da Cáritas em Bissau e contou com as presenças do bispo de Bissau, Dom José Camnaté Na Bissign e de algumas individualidades do país.
Na ocasião, Dom José Camnaté Nabissign disse que apesar de não se ter registado nenhum caso do Ébola na Guiné-Bissau, vale a pena prevenir do que remediar, razão, segundo ele, da iniciativa de produzir localmente o desinfetante.
“Todo o cuidado é pouco, a vigilância e o controlo devem ser o nosso lema do dia-a-dia a fim de poder evitar a entrada desta doença perigosa na Guiné-Bissau”, advertiu o chefe da igreja católica guineense.
Em representação da ministra da Educação, Paulina Mendes afirmou que o lançamento dos aparelhos da produção local do hipoclorito do sódio reveste de grande importância sobretudo na atual conjuntura marcada pela ameaça do Ébola. Sustentou ainda que a produção local da lixívia representa um passo gigantesco na luta contra as epidemias de Ébola e Cólera, que nos últimos anos tornaram-se cíclicas.
O Secretário-geral de Cáritas da Guiné-Bissau, Domingos Manuel Binhague assegurou que a produção do cloreto de sódio constitui um motivo de grande satisfação quer para Cáritas quer para guineenses.
“A iniciativa é um ato nacional dos que acreditam que em colaboração podemos lutar contra este mal de maneira muito simples e com meios baratos e acessíveis mudando as condições das nossas populações, mesmo para os mais pobres em diferentes partes do nosso país”, afirmou.
De referir que os 16 aparelhos serão distribuídos às representações da ONG Cáritas em diferentes cantos do país, designadamente a Cáritas de Bissau, Blom, Bafatá, Farim, Cafal, Tite, Catió, Buba, Contubuel, Bolama, Gabú, Nhabijão, Mansoa, Bubaque, Empada e São Domingos.
Por: Aguinaldo Ampa





















