PRESIDÊNCIA GUINEENSE CONSIDERA DE “GRAVES” DECLARAÇÕES DO MINISTRO DOS RECURSOS NATURAIS

A Presidência da República guineense qualificou hoje de graves as declarações proferidas ontem (quinta-feira) em Bissau pelo Ministro dos Recursos Naturais, Daniel Gomes, na sequência de uma audição na Comissão Especializada para as áreas de Agricultura, Recursos Naturais e Ambiente.

Ouvido pelos parlamentares, Gomes questionou a quem é que Angola entregou 13 milhões de dólares (montante que o próprio ministro chamou de bónus de assinatura) para iniciar a exploração do bauxite no leste do país.
Na mesma declaração, o titular dos Recursos Naturais adiantou que terá informado aos angolanos que o prosseguimento da exploração do mineiro dependeria do esclarecimento sobre o paradeiro do referido dinheiro.

Segundo uma nota assinada pelo porta-voz do Presidente da República, Fernando Mendonça, e citada pela Rádio Difusão Nacional, as afirmações do ministro colocam nuvens no dossiê da exploração de recursos naturais no país.

Na nota, a Presidência afirma que as declarações do ministro  “podem pôr em causa a boa imagem do Estado, valores de boa governação, bem como a tranparência na gestão da coisa pública”.

A mesma nota refere que a Presidência quer que as entidades judiciais competentes do país iniciem quanto urgente possível, as deligências que tornem claros os factos referidos ontem pelo ministro Daniel Gomes.

De referir que a audição no Parlamento aconteceu duas semanas após a comunicação do Presidente José Mário à Nação por ocasião da passagem do ano, na qual questionara a forma como está a decorrer a exploração das areias pesadas de Varela, no norte da Guiné-Bissau.

Por: Redação

12 thoughts on “PRESIDÊNCIA GUINEENSE CONSIDERA DE “GRAVES” DECLARAÇÕES DO MINISTRO DOS RECURSOS NATURAIS

  1. Meus senhores da presidência qual é mal de querer saber paradeiro do tal montante? Ou a algo que não pode vir a luz.

  2. O Ministro dos recursos naturais tem toda legitimidade de dizer a verdade. A declaração dele não tem mal nenhum, pois, o povo quer saber a verdade. E temos que saber que a Guiné-Bissau é um estado de direito.o que é mão para pais é a suspençoes das Universidades sem dar tempo aos responsaveis tempo de organizerem (o que eu chamo de ma fé).

  3. Agora é a festa de suspenção. Suspendem as universidades porque os vossos parentes estão a estudar no estrangeiro, e não importam com os outros. E agora estão a suspender os hospitais. NO BAI SÓ!!!!!!!.

  4. ”sakur oo” pra onde esta presidência quer nos levar? ou seja ” bo misti nam tapa ceu ku mon”?
    não vejo nenhuma gravidade cometida pelo ministro porque ele está lidando com a pasta e, se não encontrar documentos que comprovam o destino do dinheiro pode perguntar sim. agora se a presidência está nos dizendo que aquelas declarações podem por em causa a boa governação e a transparência na gestão da coisa pública; então perguntamos o que é afinal uma boa governação e transparência ?
    a boa governação é proteger os corruptos?
    ou esta é mais uma desculpa de querer afastar o ministro dos recursos naturais?

  5. Aplauso para o ministro Gomes.

    Os angolanos e os guineenses precisam de repensar a cooperacao entre Angola e Guine Bissau.
    Porque esta COOPERACAO pode tornar se num FACTOR de divisao entre guineenses.

    Cada vez que se levanta questao sobre relacoes com Angola, vem logo duvidas e discordia entre guineenses.

    Sobre as cancelacoes das UNIVERSIDADES, na minha opiniao, acho justo. QUALGUER FORMACAO DEVE SER COMPLETA.

    NO FINKA PE, PABIA TERRA IDI NOSH.

    Nha mantenha!!!

  6. Caro Compatriotas,

    A transparencia democratica é uma necessidade. Nao pode haver dois pesos, e duas medidas,quanto a retroactividade dos problemas a resolver. em dezembro 2014,o Presidente da Républica falou-se do caso das Areias de varela, e da exploraçao florestal, que decorreu na legislatura precedente,entao que nao se indigne agora,que o Ministro Daniel, esclareça a situaçao.

  7. O ministro DAniel Gomes tem toda razao de saber como estada ir o procesos de explorasao no leste primero consultar con primero ministro sobre tema antes de fazer declasao publica,isso implica que nao ha coordenasao entre primero m. E OS se ministros.coisas que acontece o melhor conversar para entender porque nos OS guineenses queremos boom para o país.obrigado de Marchasso Mane en Bilbao-Espanha

  8. somos Guinienses nao por engano , se temos a verdade e essa nos libertará! e por issso que estamos nassa mudança democrata.

  9. Os guineenses estão fartos desses gatunos que já nem têm noção das suas formações académicas.
    Não se dar razão ao Daniel Gomes or estar a levantar esta questão agora. Devia fazê-la há muito tempo atrás. Tem que dizrr se recebeu ou não bónus e de quanto. A presidência tem toda a legitimidade de questionar a má conduta na exploração dos nossos recursos. Não quero dizer que o caso dos bauxites deve ser esquecida. O ministerio publico deve investiigar este e outros casos de falcatruas cometidos pelos governantes anteriores e alguns actiais, caso desse Daniel. Temos que deixar de proteger estes corruptos sem escrúpulos a bem da nossa guiné.

  10. Caros irmãos, é interessante discutirmos os problemas da nossa amada Guiné – partindo de uma posição neutra e objectiva.
    Falou-se da legitimidade!… É legítimo o Presidente da República abordar o problema da exploração arbitrária dos recursos naturais, em especial das areias pesadas de varela, no seu discurso do final de ano, como também é sua obrigação pôr o problema a porta fechada ao chefe do executivo – Simões Pereira (sem tentar assumir protagonismo) e, que este tenha coragem de apurar junto do Ministro Daniel Gomes que não pode ser um super-homem num governo liderado por um PM com pseudónimo – “Matchú”. Caso for necessário que corra com o homem (que não formou em “governalogia”) do governo, até já era tempo.
    Quanto a necessidade de apurar o paradeiro dos 12/13 milhões de dólares, sugerido pelo Senhor Ministro dos Recursos Naturais, Daniel Gomes – acho que é um assunto muito mais do que oportuno e esta oportunidade é estendível aos 6 Bilhões de Francos CFA do caso EAGB com paradeiro se desconhecido até a data presente, embora tenha coincidido com o período subsequente a ostentação de riquezas pela Família Gomes, encabeçada pelo ministro Daniel e demais envolvidos. Portanto sugiro que se investigue o caso e que o ministro preste as devidas colaborações.

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