Editorial: ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR OU CLUBE DE MÁFIA?

[SEMANA 45_2021] Mais uma demonstração de carência de compromisso para com o povo. Mais um ensaio de negociatas, mais um insulto no interminável teatro contra o povo e sua dignidade. Já se sabia que quase nada se podia esperar desta banda, já se sabia igualmente da ausência de comprometimento com valores que sustentam a democracia, mas sobre a tamanha promiscuidade entre os membros da máfia que se subestimava. O mal é maior do que se possa imaginar. A ganância é sem limites!

Aquela que se chama orgulhosa e patrioticamente de Assembleia Nacional Popular não passa de uma “aliança nacional perversiva”. Sim, só uma aposta na perversão pode explicar o comportamento de politiqueiros com capote de representantes do povo. Não representam povo nenhum. Representam interesses e negociatas.

Num país sem escolas há dois anos, com os hospitais em colapso, as infraestruturas em ruínas, uma greve geral na Função Pública há quase doze meses, os indivíduos pagos pelo erário público numa postura indecente decidem suprimir da agenda da ordem do dia da sessão parlamentar o ponto sobre a análise e debate da situação social, económica, segurança e política, em detrimento dos blá blá habitual.

A vasta lista de problemas sociais, económicos, o desmando na política, na segurança e na justiça, não merecem o mínimo respeito  dos inimigos do povo e da República.

Não podia haver uma melhor exibição de perversão política que o teatro parlamentar em curso! A incoerência e a promiscuidade continuam a falar mais alto. É impressionante a reviravolta a 360 graus operada pelas bancadas do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) e do Partido da Renovação Social (PRS). Na reunião da Conferência de líderes e da Comissão Permanente votaram a agenda para a plenária com debate sobre o Estado de Nação, e poucos dias depois surgiram com caras diferentes na plenária. Incoerência e promiscuidade!

O descalabro que assola o povo guineense é fruto do caos institucionalizado sob a égide de empresas comerciais dissimuladas em partidos políticos. O povo é um instrumento de negócios!

Para estancar a máfia contra o povo só o povo tem a solução. Mais ninguém!

Por: Armando Lona, Editor

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