Embaixador da China: “AMIZADE PROFUNDA ENTRE POVOS É A CHAVE E A FORÇA MOTRIZ PARA AS BOAS RELAÇÕES ENTRE PAÍSES”

O embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Guo Ce, destacou que a amizade profunda entre povos é que é a chave  e a força motriz  para as boas relações entre os países.

Guo Ce fez essa afirmação na entrega de prémios aos vencedores da primeira edição do Concurso de Fotografia Amizade Sino-Guineense.

Guo Ce disse no seu discurso que todas as fotos recebidas no concurso são uma miniatura e um símbolo da amizade entre os dois povos e os dois países.

“No futuro, vamos continuar a organizar mais e melhores atividades para promover o entendimento entre os povos e dessa maneira, aprofundar ainda mais a amizade tradicional sino-guineense e elevar as relações bilaterais para novo patamar”, assegurou.

O diplomata chinês disse esperar que o Fórum da Cooperação China-África que está em curso possa fomentar ainda mais a cooperação entre a China e a África.

“O que me comoveu mais são aquelas pinturas. Mesmo os seus autores não tendo máquina de fotografia para gravar a amizade profunda sino-guineense, usaram pincéis para pintar imagens comoventes da doação de vacinas da China à Guiné-Bissau e do combate conjunto entre os dois países   à covid-19”, enfatizou.

Lembrou que neste mês de novembro realizou-se a 6ª Sessão Plenária do 19º Comitê Central do PCC, em que se aprovou a Resolução sobre Grandes Conquistas e Experiências Históricas na Luta Centenária do Partido.

Na área da diplomacia, por exemplo, destaca-se novamente que “devemos promover o estabelecimento de um novo modelo das relações internacionais e impulsionar a construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, além de disseminar os valores comuns da humanidade, de paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia e liberdade, liderando a tendência progressiva da humanidade”.

A Iniciativa da Construção Conjunta de “Uma Faixa e Uma Rota”, disse Guo Ce, constitui justamente uma plataforma importante de prática para a construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade.

Guo Ce informou neste particular que na semana passada ele e Suzi Barbosa, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, respetivamente em nome do Governo da China e do da Guiné-Bissau, assinaram um memorando de entendimento para a construção conjunta de “Uma Faixa e Uma Rota”, sendo uma parte importante da iniciativa o entendimento entre os povos.

A embaixada da República Popular da  China recebeu neste concurso 82 fotos. Algumas falam do programa de cooperação técnica agrícola oferecido pela China. Esse programa, com uma história de 40 anos, introduziu na Guiné-Bissau 36 espécies de arroz de alta qualidade, e incrementou a produtividade per hectare de 1,2 tonelada para 4,5 toneladas, classificado como paradigma pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Há também fotos que retratam o momento histórico da fundação do projeto de construção da autoestrada Bissau-Safim.

Segundo o diplomata, o projeto, se for completado, irá reduzir o custo assim como o tempo de tráfego à metade.

Para além das fotos sobre a cooperação governamental, há várias fotos em que se vê os dois povos, da China e da Guiné-Bissau ajudando-se um ao outro. Por exemplo, fotos sobre o esforço conjunto e assíduo testemunhado na construção do farol da doca e fotos dos médicos chineses que entraram nas aldeias e vilas da Guiné-Bissau a oferecer serviços médicos gratuitos.

FRANCELINO CUNHA DEFENDE DIGNIFICAÇÃO DE FOTÓGRAFOS NACIONAIS

Em declarações aos jornalistas, Francelino Cunha, Secretário de Estado da Cultura, frisou que a iniciativa, primeiro concurso de fotos amizade sino-guineense, é exclusivamente da embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau.

“Trata-se das fotografias tiradas para contar a história da relação de cooperação e de amizade entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China”, disse.

“Tinham que ser fotos que ilustram momentos bons e altos de relacionamento entre os dois países”, assinalou, realçando a importância da iniciativa, uma vez que revela um reconhecimento que a profissão de fotógrafo tem na sociedade guineense.

“Encontrando-se com um fotógrafo na rua a primeira ideia que se tem dessa pessoa é subestimá-la, mas a embaixada da China fez o contrário e mostrou que os fotógrafos também são pessoas que participam ativamente no processo de desenvolvimento, portanto têm valor”, disse e lembrou que quem contou a história aos guineenses que não tiveram a oportunidade de participar no processo e luta de libertação foram os fotógrafos.

“Não se pode falar de desenvolvimento excluindo os fotógrafos, porque não será um desenvolvimento completo. Eles são importantes como qualquer outro profissional”, notou.

Em nome dos premiados, Aliu Baldé, jornalista de “ NôPintcha”, disse que é necessário que o país comece a pensar na construção de um espaço adequado para acolher eventos internacionais.

“Senhor Secretário de Estado da Cultura, o país é rico em cultura, mas carece de um espaço com capacidade e condições para acolher eventos internacionais”, assinalou.

Neste sentido, apelou às entidades públicas e privadas a valorizarem a fotografia e a comecomeçarem a solicitar fotógrafos profissionais para fazer registos fotográficos dos seus eventos ou das suas atividades.

Por: Filomeno Sambú

Fotos: F.S

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