Boicote de transportes públicos: MOTORISTAS AFIRMAM QUE  VOLTAM ÀS ESTRADAS SE OPERAÇÃO STOP FOR SUSPENSA

O porta-voz da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadores, Caran Samba Lamine Cassamá, afirmou esta quinta-feira, 11 de agosto de 2022, que a paralisação do sector dos transportes públicos a nível nacional, irá continuar até à suspensão da operação stop desencadeada esta quinta-feira pela direção-geral de Viação e Transportes  Terrestres.

Caram Samba Lamine Cassamá fez essa chama de atenção em entrevista ao jornal O Democrata  na paragem central de Bissau.

O boicote desencadeado pela Confederação atingiu as regiões e todas  as viaturas que fazem ligação para o interior do país e Ziguinchor. Os passageiros só poderão viajar, assim que a operação for suspensa.

“Se a ópera for suspensa , todos os motoristas retomarão os serviços de transporte, caso contrário, a suspensão continuará pelo tempo que for necessário”, afirmou.

O responsável da Federação Nacional das Associações dos Motoristas e Transportadoras informou que decidiram fazer paralisação no sector dos transportes, porque “a direção-geral de viação e transportes terrestres violou o acordo assinado em 2018” que estabelecia que as operações Stop seriam feitas em conjunto, envolvendo todas as instituições que trabalham no sector.

“A operação Stop começou no mês passado com Fundo de Conservação Rodoviário e depois com Contribuições e Impostos, e hoje assiste-se à uma operação de viação a fazer a mesma coisa, o que é uma violação grave do memorando de entendimento”, criticou.

“O memorando de entendimento que assinamos com o Estado tem 17 pontos. Agora o governo desencadeou uma operação Stop e deixou os restantes pontos, nomeadamente a redução dos postos de controlo nas estradas que ainda continuam bem patentes entre outros”, denunciou,

Caram Cassamá disse que ” perante esta situação de violação flagrante, não temos outro caminho, senão paralisar o sector desta maneira”…”Vamos continuar em casa a aguardar a suspensão da operação Stop”, salientou.

Caram Samba Lamine Cassamá informou que, até ao momento da entrevista, depois de ter sido iniciada a paralisação, o governo  não se dignou a chama-los para negociar ou sentar à mesa com a federação.

“Vamos ficar em casa até que as autoridades tomem uma posição que beneficie todos”, afirmou, assegurando que se a comissão de operação conjunta for reativada e o executivo cumprir o memorando de entendimento, a situação pode ser ultrapassar sem problemas”.

De acordo com Caran Cassamá, a operação deve ser feita em conjunto de três em três meses, que corresponde a quatro vezes por ano, mas “o acordo não está a ser cumprido e cada  instituição faz a sua operação a seu belo prazer e de forma isolada”.



Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A

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