O líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Dja, afirmou que o Presidente Umaro Sissoco Embaló venceu as eleições presidenciais de forma clara, mas isso não lhe dá o direito de pisar na Constituição da República.
“O Presidente antecipou o processo de recenseamento a 9 de dezembro, em Gabú. Oficialmente o recenseamento teve início a 10 de dezembro. A lei diz que o recenseamento deve iniciar no mesmo dia em todo território nacional. Violou mais uma vez a lei”.
“Após a dissolução do Parlamento, deveria ter marcado as eleições em 90 dias, mas até ao momento não temos eleições. Infelizmente, violou outra vez a lei. Como se não bastasse, o Presidente pediu ao GTAPE que prolongasse por mais uma semana o período de recenseamento. Grave. A única coisa que nos obriga a respeitar o Presidente da República é a Constituição”, criticou, acrescentando que está convicto que o Presidente Embaló venceu as eleições presidenciais de forma clara, com mais 42 mil votos de eleitores sobre o seu adversário, mas isso não lhe dá o direito de pisar na Constituição.
Baciro Dja fez essas críticas na sua declaração aos jornalistas depois de se recensear na manhã desta terça-feira, 07 de fevereiro de 2023, no bairro de Antula, círculo eleitoral 25.
O político assegurou que a constante violação da Constituição, pelo Chefe de Estado, não pode continuar num estado de direito democrático, avisando que “os camaradas que o Estado da Guiné-Bissau formou não estão a aconselhar o Presidente da República sobre a violação constante da Constituição”.
“A Frente Patriótica de Salvação Nacional não vai tolerar o adiamento das eleições. As eleições devem ocorrer no dia 04 de junho deste ano. Se as eleições falharem, Umaro Sissoco Embaló deixará de ser o Presidente da República. É por isso que estamos a chamar atenção às pessoas para que cumpram as regras, porque estamos num estado de direito democrático”, contou.
Solicitado a pronunciar-se sobre a situação da segurança, particularmente dos sequestros e assaltos a mão armada, Dja disse que o momento exige das autoridades responsabilidade para acabar com essas práticas e responsabilizar os seus responsáveis.
“Quero chamar atenção ao Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na N’Tan, que quando estava a jurar, não fez juramento para servir o Presidente Umaro Sissoco Embaló, mas para servir a República da Guiné-Bissau”.
Por: Assana Sambú





















