Diferentes associações juvenis estiveram reunidas esta sexta-feira, 17 de novembro de 2023, no primeiro workshop nacional de Juventude e Clima, da simulação da COP 28 Guiné-Bissau sob o lema: juventude como motriz para a ação climática.
O encontro visa ouvir as diferentes vozes da juventude sobre o clima e depois serão entregues todos os resultados saídos da auscultação à delegação guineense participará na COP 28, em Dubai do próximo mês de dezembro do ano em curso.
No seu discurso, Mamadú Baldé, presidente da comissão, disse que o espaço aberto aos jovens deve servir de um campo de aprendizado e do saber
“Não se pode imaginar o quanto é complexo o processo de negociação, assimilar as ferramentas como advogados da causa do clima, podendo defender e encontrar as soluções”, sublinhou.
Defendeu que é necessário ter experiência, inovação, criatividade, porque “precisamos de pessoas com experiência, incluindo os jovens”.
“A idade juvenil permite encontrar soluções viáveis em colaboração com os mais velhos. É uma ferramenta para impulsionar e encontrar as soluções inovadoras. Porque não se pode falar de soluções climáticas sem a inovação”, defendeu e disse que o mais importante do que os resultados esperados é pensar na perspetiva local, onde a delegação que vai participar na conferência que tenha em conta as preocupações da camada juvenil, para em conjunto encontrar soluções viáveis para o planeta.
Lamentou a falta de participação do governo, mas garantiu que a organização vai continuar a trabalhar e dialogar para o bem do país.
Em representação do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), José Jorge Curraro, afirmou que uma das preocupações da sua organização é ajudar na redução das alterações climáticas.
“O nosso país é o segundo mais vulnerável seguido de Bangladesh, portanto a colaboração da camada juvenil é um imperativo em ajudar o país a sair deste nível de grande vulnerabilidade em que se encontra de grande vulnerabilidade”, indicou.
Disse que não só os parceiros de desenvolvimento, mas também o governo tem a responsabilidade de apoiar as iniciativas juvenis, porque “ a situação climática está lenta, as iniciativas de género podem ajudar a impulsionar o processo de sensibilização de diferentes comunidades, associações e bairros”.
“As medidas urgentes que a juventude deve tomar face às alterações climáticas são, cuidar das nossas casas, os espaços que utilizamos e da nossa cidade”, indicou.
Em representação do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Elisabete Dumbia, assinalou que o workshop é uma oportunidade para que a juventude guineense desempenhe um papel ativo e significativo no diálogo global sobre as mudanças climáticas.
“Os jovens terão a oportunidade de advogar, identificar barreiras e propor soluções de mitigação e adaptá-las à realidade guineense. A compreensão mútua e cooperação são essenciais para alcançar resultados duradouros”, insistiu.
Aconselhou que é o momento de transformar os conhecimentos adquiridos em ações tangíveis e influenciar positivamente as ações climáticas.
Por: Noemi Nhanguan





















