Empresária Suiço-guineense: «SE O PAÍS SE ESTABILIZAR POLITICAMENTE HAVERÁ MUITOS EMPRESÁRIOS DISPONÍVEIS PARA INVESTIR »

A empresária suiço-guineense Maria Antonieta Furtado, que se encontra de visita de trabalho ao país, disse a Grande Entrevista da Semana de “O Democrata” que já manifestou às autoridades nacionais o seu interesse de investir no sector imobiliário, porquanto o país precisa muito de ter infraestruturas de qualidade. Considerou, por outro lado, que o país está num bom caminho uma vez que o novo executivo liderado por Domingos Simões Pereira está a construir estradas, fazer abertura das valetas e a construir casas de qualidades.

«Vi obras em curso desde a construção das estradas, a abertura das valetas e a construção das casas de qualidades. Isto demostra que o nosso país está no bom caminho, por isso é bom começar a pensar nos investimentos sérios para o futuro e é nesta base que estou em contacto com as autoridades guineenses », defendeu a empresária suiço-guineense que é accionista da empresa ‘”GB Mineral” neste momento a fazer os trabalhos da prospecção na mina de fosfato de Farim para a exploração daquele recurso minero no norte do país.

Maria Antonieta Furtado está também a perspectivar intervir na área da construção. Para isso, disse, igualmente a Grande Entrevista, do nosso jornal « quero trazer máquinas para a construção de estradas. Até já abordei o titular das Infraestruturas a propósito desta minha intenção de intervir na área da construção das estradas. O Ministro enalteceu a iniciativa e manifestou o total apoio do executivo neste sentido ».

A empresária suiço-guineense vê igualmente com bons olhos futuros investimentos no sector de agricultura. Na sua visão « as potencialidades do nosso país, poderiam ser aproveitadas por outros empresários, tanto aqueles que estão no país bem como os que estão no exterior ». Porque « é um país de oportunidades e por isso, as pessoas devem começar a pensar na criação de projectos concretos de investimento no futuro ». Ainda no seu entender, « se o país estabilizar politicamente certamente haverá muitos empresários que estarão disponíveis para investir, desde os nacionais a estrangeiros que entrariam com grande capital ».

O DEMOCRATA (OD): Está no país no quadro da filmagem do vidéo clips do seu filho e paralelamente, na qualidade de empresária tem uma agenda de negócio em manga?

MARIA ANTONIETA FURTADO (MAF): Sim a margem deste trabalho da produção de vídeo – clips do meu filho na Guiné, consegui estabelecer contactos com as autoridades do país. Apresentei as autoridades o meu interesse em investir no sector imobiliário, porque achei que o país precisa das infra-estruturas de qualidades.

Vi obras em curso desde a construção das estradas, a abertura das valetas e a construção das casas de qualidades. Isto demostra que o nosso país está no bom caminho, por isso é bom começar a pensar nos investimentos sérios para o futuro e é nesta base que estou em contacto com as autoridades guineenses.

OD: É uma empresária reconhecida no país onde opera. Quais são as suas áreas de intervenções?

MAF: Tenho uma empresa de imobiliário, ou seja, que faz venda das casas. Tenho ainda uma sociedade da produção de música. Sou igualmente uma das accionistas da empresa de Minaque, que opera na área da exploração de fosfato em Farim. Também tenho uma sociedade que organiza grandes eventos.

OD: A que empresa é que está a referir?

MAF: Estou a falar da empresa “GB Mineral” que neste momento está a fazer os trabalhos da prospecção na mina de fosfato de Farim e consequentemente irá trabalhar na exploração daquele recurso minero.

OD: Sabe-se que um empresário russo é o accionista maioritário e seguido de um norte-americano. Qual é a percentagem das suas acções naquela empresa?

MAF: Faço parte de accionistas minoritários. Os russos é que compraram a maior parte da empresa e a razão pela qual são accionistas maioritários da empresa.

Por outro lado, acho que as autoridades nacionais devem começar a pensar na feitura de uma lei que obriga os estrangeiros que pretendem abrir negócio no país, a se juntarem obrigatoriamente com cidadãos nacional que também devem fazer parte da acção para a criação de uma determinada ou futura empresa.

Essa política, do meu ponto de vista, permitirá os empresários nacionais criarem mais riquezas, como também dará mais eficácia e segurança à empresa. Já que uma parte de acção pertence a um cidadão nacional e isso dará mais confiança e credibilidade. É assim que se faz agora em alguns países no mundo, sobretudo em Suíça.

Um cidadão estrangeiro não pode montar uma empresa na Suíça e sem ter um sócio suíço. Acho que nós, os guineenses devemos copiar essa política dos suíços na implementação das empresas, porque vai -nos ajudar muito.

OD: Qual é o actual estado da empresa GB Mineral na exploração do fosfato de Farim?

MAF: A empresa está no bom caminho. Estamos a avançar com os estudos de impactos ambientais, portanto estamos no bom caminho.

OD: Na qualidade de uma das accionistas da empresa, portanto tem a noção clara para quando é que se iniciará a exploração propriamente dita do protelado fosfato de Farim?

MAF: A exploração é uma coisa que leva tempo, porque como se sabe, tem que se preparar algumas infra-estruturas. Por isso pode levar mais seis meses ou um ano na preparação, para que depois se arranque com a exploração.

Tendo em conta as previsões feitas, acho que daqui há um ano ou um ano e meio pode se começar com a exploração de fosfato de Farim, se tudo correr como previsto. É bom realçar que isso não dependerá apenas de nós, mas sim, depende da estabilidade política do país.

Acho que o país está bem e se as coisas continuarem nesse ritmo, sem problemas o país é que vai ganhar.

OD: Qual é o montante que a empresa disponibiliza para a exploração do fosfato?

MAF: Não é pouca soma, mas infelizmente não posso revelar ainda o montante. Contudo, quero que saiba que são muitos milhões de Euros, que serão investidos na exploração do fosfato de Farim pela nossa empresa.

OD: Disse que durante a sua estada no país estabeleceu contactos com as autoridades nacionais. Tem em prespectiva realizar algum investimento no país, e em que áreas?

MAF: Estou a pensar intervir na área da construção. Quero trazer máquinas para a construção das estradas. Até já abordei com titular das Infra-estruturas a minha intenção de intervir na área da construção das estradas. O Ministro enalteceu a iniciativa e manifestou o seu total apoio do executivo neste sentido.

OD: Para quando pensa iniciar o investimento no país

MAF: Estou a ponderar intervir nesta fase apenas no sector das infra-estruturas, sobretudo na área da construção das estradas. Respondendo a sua pergunta devo assegurar que a primeira intenção é iniciar o projecto daqui há um ano, porque primeiramente tenho qua fazer a selecção das companhias que irão apresentar melhores ofertas de materiais de qualidades.

É preciso igualmente procurar algumas companhias que eventualmente estarão interessadas em associar-se comigo neste projecto, portanto é isso que chamamos de plano de negócios. A preferência é ver as empresas que já estão activas em África, sobretudo nesta área da construção das estradas.

O mais importante é conseguir parceria com as grandes companhias e através desta parceria tentar fazer um bom trabalho. Vamos estudar a possibilidade de usar as máquinas que empresas com as quais faremos a parceria já estão a operar em África usam ou se vamos comprar novos equipamentos.

OD: Considera a Guiné-Bissau como um campo fértil para o investimento?

MAF: É claro que considero a Guiné -Bissau como um campo fértil de grandes negócios. Mas não é só nas áreas das infra-estruturas. O nosso país dispõe de muitas riquezas que devem ser aproveitadas muito bem, sobretudo para a transformação local e exportá-las para a Europa e América.

As nossas frutas podem ser aproveitadas para fazer a compota e sumos. Temos muitas frutas que acabam por estragar, mas que poderiam ser aproveitadas de outra forma e noutro campo de negócio. É só ter a coragem para iniciar, porque afinal o investimento é coragem e depois se ganha alguma coisa em termos de lucros.

 

 

OD: Perspectiva também fazer o investimento neste sector de transformação de frutas?

MAF: Na verdade penso fazer um investimento também no sector de agricultura no futuro, mas nesta área da transformação de frutas não estou a pensar investir. Apenas estou a mostrar as potencialidades do nosso país, que poderiam ser aproveitadas por outros empresários, tanto aqueles que estão no país e como os que estão no exterior.

A Guiné-Bissau é um país de oportunidades e por isso, as pessoas devem começar a pensar na criação de projectos concretos de investimento no futuro. Se o país estabilizar politicamente certamente haverá muitos empresários que estarão disponíveis para investir, desde os nacionais e os estrangeiros que entrariam com grande capital.

OD: É uma empresária bem sucedida. Qual é a posição da sua empresa no mercado suíço e europeu?

MAF: No mercado suíço a minha empresa está bem, mas sobretudo a minha empresa de produção musical está muito bem.

OD: Como é que explica a sua mudança de mundo da música para o mundo de negócios?

MAF: Sempre fui artista. Lembro que desde o tempo em que vivia em Bissau, eu praticava a dança clássica, porque é uma coisa de que gostava tanto. Sou uma pessoa criativa e isso me ajudou muito nessa mudança do mundo da música para o mundo de negócios.

Eu gosto de trabalhar com seriedade em tudo que faço e acima de tudo ter paixão e confiança naquilo que faço. Também trabalho como uma intermediária na área de negócio de petróleo com grandes companhias.

OD: Há informações de que já teve encontros com as autoridades do país, no qual abordou entre outros assuntos a possibilidades de investir na área de petróleo. Confirma essas informações? 

MAF: Não, mas posso trazer para a Guiné-Bissau as companhias interessadas em investir na área de prospecção e consequentemente a exploração do petróleo. Eu posso trazer as empresas para fazerem furos, estudos sísmicos e acima de tudo para explorar o petróleo.

Estou muito bem integrada no país onde vivo e tenho também uma boa caderneta, ou seja, bons contactos com grandes companhias. Quando se realiza fórum de agriculturas, minas e petróleo, sempre me convidam para tomar parte. Isso me permite estabelecer contactos com as grandes empresas que estarão em condições de fazer grandes investimentos no país.

OD: Neste momento tem um plano concreto para intervir no sector de petróleo nos próximos tempos?

MAF: Tenho pessoas que podem intervir na área, porque estou rodeada de pessoas ou companhias poderosas com capacidades de fazer grandes investimentos nesta área tal como em outros sectores. Neste momento estou mais concentrada no projecto de música é por isso que estou na Guiné para ajudar o meu filho na produção do seu vídeo clips.

O clips refere -se a uma música que ele intitulou ‘Mama África’ e a música espelha a realidade africana, sobretudo no concernente a prática de excisão feminina. Estamos a trabalhar muito na produção do vídeo dessa música, porque queremos que a mensagem difundida na música chegue muito mais longe e além do projectado.

Trazemos uma grande equipa de produtores suíços e no total somos sete pessoas, incluindo uma cantora guineense que está a participar neste trabalho. Levamos um ano na preparação dessa música, no entanto, fomos até Lisboa (Portugal) para procurar os guineenses que iriam construir-nos os instrumentos de tambor e corá.

Gravamos uma parte em Portugal, mas como o meu filho frequenta o curso de pilotagem de avião e isso criou-nos muitas dificuldades em termos de tempo. Se sairmos aqui, vamos para a França, onde vamos finalizar os trabalhos técnicos.

OD: O que vos motivou a fazer uma música sobre o fanado das mulheres?

MAF: O fanado de mulheres tem muitas consequências para a saúde. Coloco-me nos lugares das mulheres vítimas da excisão, sempre sinto triste com essa situação. Isso é uma das coisas que nos motivou muito a pensar nesse tema, portanto achamos que é a forma que temos para solidarizar com as mulheres vítimas da excisão.

Eu particularmente, considero essa situação como sendo uma prática humilhante para as mulheres, porque faz com que elas sofram e muito. Isso é um trauma psicológico cicatrizante que fica uma vez para sempre na mente das mulheres. Para mim deve-se apenas fazer aquelas cerimónias que se fazem, mas sem cortes no órgão genital da mulher.

OD: Existem na Guiné-Bissau muitas organizações que lutam pela erradicação da excisão feminina. Pensa um dia apoiar essas organizações do combate ao fanado das Mulheres?

MAF: Sim, é possível que haja essa possibilidade de apoiar essas organizações no futuro. Aliás, essa música que está na base do pretendido vídeo que viemos produzir, visa combater também a prática de excisão feminina. Cada um está a fazer o seu trabalho e da forma que entender, pode ajudar na erradicação desta prática.

OD: Tem uma rede de amigos pelo mundo fora com destaque para área da música. Tem um projecto de investimento a curto prazo no dominó da cultura na Guiné-Bissau, em particular da música?

MAF: É algo que pode acontecer mais tarde. Nos próximos tempos com a nossa instalação no país vamos criar um Instituto de Arte (uma Casa de Lazer), onde as crianças podem aprender a fazer arte, tocar piano, apreender canto, guitarra, flauta, corá… no fundo a nossa ambição é criar Escola de Arte onde as pessoas, as crianças em particular, podem crescer com felicidade e compaixão. Ou seja vamos projectar um mundo novo para que as crianças possam olhar para outros interesses e realizar para além da escola.

OD: Que análise faz da actual situação política do país?

MAF: Acompanho de vez em quando, apesar de estar longe do país há vários anos. Contudo, devo dizer que é com muita pena. Ultimamente tenho vindo a ganhar mais confiança nas novas autoridades, portanto acho que o país está no bom caminho rumo ao progresso.

OD: É empresária de sucesso no país de acolhimento. Pensa um dia instalar-se na Guiné-Bissau para desenvolver grandes investimentos. Ou pensa no futuro apresentar-se a um cargo político?

MAF: Não. Talvez ao nível cultural. Mais do que isso, não. Cultura sim, porque é a área onde decidi trabalhar com paixão. Aliás, gostaria até de concorrer, por exemplo, a Presidente da Câmara Municipal de Bissau, mas gosto mais da criatividade.

OD: Como explica o caso da renovação do passaporte diplomático que o falecido Presidente Nino Vieira lhe tinha concedido?

MAF: Não vou entrar em grandes detalhes, mas foi uma situação delicada. A equipa dos franceses que fez furos para prospecção de Fosfato em Farim foi graças a minha colaboração. Fizemos um projecto conjunto, trabalhamos e acredito que algo de positivo foi feito. Pronto, a decisão é decisão. As coisas podem mudar de um momento para outro e essa mudança pode ser positiva ou negativa. A grande verdade é que não é que sou uma estrangeira na Guiné-Bissau, para que me seja negada de repente, o pedido de renovação de passaporte sem justificação alguma. Mesmo com esta situação toda, estou determinada em prosseguir a minha actividade. Tenho passaporte suíço posso viajar para onde quiser. Só que o procedimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi mesmo triste.

OD: A que se deve toda essa situação. Há algo de ordem pessoal?

MAF: Não quero entrar em detalhes, apenas fui comunicada por um senhor de nome Fefé, que mandou retirar o meu passaporte, mas isso não me afecta. Talvez é que tenham razão, porque querem imprimir medidas de controlo e melhorias no sistema. E quando é assim temos que respeitar as decisões.

OD: Casou-se com um milionário russo. O seu sucesso no mundo empresarial terá a ver com esse relacionamento?

MAF: Não só… um pouco disso sim. Mas devo dizer também que sempre quis aprender, sou membro da Cruz Vermelha Internacional. Falo várias línguas Russo, Inglês, Francês, Português, Espanhol, Italiano, o que me dá mais facilidade na comunicação. Olha a vida é uma magia de encontros, que podem abrir caminhos para frutificar cada vez mais contactos, mas talvez a influência milionária do meu marido pode ter contribuído na minha vida empresarial também.

OD: Falando de relações humanas até que ponto isso ajudou a projectar a sua vida?

MAF: Se formos honestos e leais para com os outros, qualquer relação pode ter frutos, porque vai haver sempre uma aproximação recíproca, se existir a confiança.

 

OD: Em concreto, qual fora a sua relação com o milionário russo e até que nível?

MAF: Alto nível, mas não foi só com ele. É salutar saber também fazer boas opções de amizade e do relacionamento.

OD: Chegou a gravar algum álbum. E enquanto modelo, como foi possível chegar ao mundo empresarial e continuar a lidar com tudo isso?

MAF: Fui artista, produzi algumas músicas, vídeos e dois discos, o que ajudou muito na minha Projecção enquanto pessoa de arte e da cultura. Vendi essencialmente na Itália e na Suíça. Em 1992 dei entrevista na Televisão da Guiné-Bissau e as minhas músicas foram passadas na mesma televisão. Depois disso tive sorte de ter meu único filho, que também agora canta.

OD: Pelos vistos, o seu filho não é apenas seu ponto de ligação ao mundo da música, mas continua a fazer música?

MAF: Naturalmente que sim. Contudo, hoje escrevo letras juntamente com meu filho. Ele por sua vez faz a produção e canta e eu sou a sua empresária. Ocupo-me da organização da logística, promoção e os contactos. Uma vez tivemos em França em concerto com um cantor francês, depois do concerto encetamos contactos com seu empresário e recebemos o seu apoio, do qual meu filho foi entrevistado e visto em mais de trinta canais televisivos do mundo. Surpreendentemente, depois da entrevista disse-me que o seu filho tem futuro.

OD: Existem dificuldades no seu relacionamento com outros empresários na Suíça, sobretudo enquanto guineense e uma estrangeira?

MAF: Sim, porque há sempre quem quer render mais e há sempre conspirações. Já fui vítima de sabotagem, mas a vida é sempre assim. Só que temos que saber visualizar horizontes (pontos de chegada). Há racismo, mas ligeiro (diplomático, ou seja camuflado). Porque, Suíça é um país bem estruturado. Conheço pouca gente devido a minha vida empresarial, viajo tanto e trabalho muito, mas devo garantir que lido com toda gente, incluindo a própria comunidade guineense. No fundo tenho uma vida social extremamente restrita e às vezes 24 horas não são suficientes.

OD: Quer deixar uma mensagem ao povo da Guiné – Bissau?

MAF: Primeiro, quero lembrar que a união faz a força. Seria importante que todos tenhamos o espírito da unidade e acreditar que talvez de mãos dadas possamos ter progressos e a estabilidade. Estamos empenhados no nosso projecto, temos um grupo de 20 elementos entre suíços e guineenses. Diariamente trabalhamos intensamente. Levantamos às quatro da manhã e só descansamos à noite. Não tem sido fácil escutar diferentes ideias e ficar debaixo de uma temperatura de 35 graus centígrados em Cacheu, Salquenha, na vila dos Balantas… enfim em vários lugares incluindo filmagens feitas há dias nas ilhas de Bubaque, portanto foi um trabalho extraordinário e acho que estamos a produzir frutos. Na vila de Salquenha foi impressionante ver as crianças sorridentes enquanto a nossa equipa se aproximada do local.

Vimos velhas com facas na mão a assinalar ritual de fanado das mulheres, o que deixou alguns elementos da nossa equipa chocado, sobretudo quando se deparam com a situação das fanatecas com facas na mão e as crianças alegres. Mas tivemos a paciência de explicar que as crianças estavam alegres, porque estavam perante um dos rituais da sua cultura e que não era algo estranho, porque o cameraman,  tinha pensado que era triste portanto não suscitava alegria e nem piada.

Por: Assana Sambú

 

2 thoughts on “Empresária Suiço-guineense: «SE O PAÍS SE ESTABILIZAR POLITICAMENTE HAVERÁ MUITOS EMPRESÁRIOS DISPONÍVEIS PARA INVESTIR »

  1. eu,como sendo emigrante,com essas iniciativas que acabei de ler na sua entrevista,penso que ela deve ser apoiada,para poder arrancar com os seus progetos

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