A Frente Popular afirmou que o país voltou a assistir mais uma declaração “irresponsável” do General Biague Na N’tan, com o objetivo de intimidar o povo guineense, mergulhado numa “ditadura cruel” que já vitimou centenas de guineenses dentro e fora do território nacional.
“A recente aparição do General Biague Na N’tan, para além de revelar à opinião pública nacional e internacional, a sua verdadeira face político-partidária até aqui dissimulada, confirma igualmente, a sua agenda de patrocínio da ditatura encabeçada pelo Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló” lê-se no comunicado consultado por O Democrata, sublinhando que, em várias declarações públicas, nos últimos 5 anos, Biague Na N’tan colocou o seu cargo e o seu uniforme militar ao serviço de um regime ditatorial, manipulador e violento, cujo objetivo principal é a destruição da democracia, o desmantelamento das instituições republicanas, o desrespeito às leis e a supressão da vontade popular.
Neste sentido, a organização condena “sem reservas mais uma declaração política, intimidatória e irresponsável do General Biaguê Na N’tan” contra o povo guineense, legítimo detentor do poder na Guiné-Bissau, tendo considerado pronunciamento político as declarações do General Biague Na N’tan e uma “encomenda de desespero, que visa claramente intimidar e desencorajar ações cívicas e políticas de contestação legítima contra um regime ditatorial, cujo mandato terminou em 27 de fevereiro último”.
“Assegurar ao General Biague Na N’tan que o povo guineense, consciente dos seus direitos e das suas responsabilidades, não tem medo de ninguém e por isso, jamais cederá perante ameaças e chantagens provenientes de quem sucumbiu à corrupção, na sua inabalável luta pelo resgate da República e dos seus valores; Reiterar ao General Biague Na N’tan, a inequívoca determinação do povo guineense em promover, nos próximos tempos, ações de manifestações pacíficas de rua até ao desmantelamento total do regime autocrático, ditatorial, violento e caduco, que ele descaradamente tem sustentado” lê-se, lembrando ao chefe de Estado Maior, que à luz da Constituição da República da Guiné-Bissau e demais leis que regem a organização das forças armadas, está em “caducidade, tal como o seu chefe da turma de ditadura, o Sr. Umaro Sissoco Embaló, desde o dia 27 de fevereiro último e desde logo, deixou de ter legitimidade e condições de falar em nome das forças armadas e dos Militares guineenses”.
Alertou ainda sobre os perigos que poderão advir das suas “ameaças e chantagens ilegais” a favor de um regime desprovido de legitimidade popular e lembrá-lo igualmente que enquanto pai, tem filhos, sobrinhos, netos e igualmente dispõe de patrimónios na Guiné-Bissau.
Por fim, a Frente Popular exige do Ministério do Interior a libertação imediata e incondicional de todos os “detidos ilegalmente”, incluindo o ativista político Alexandre da Costa.
“Ao proferir mais uma desesperada ameaça gratuita e cobarde contra o povo guineense, a quem a Constituição da República confere o direito de manifestação, o General Biague Na N’tan demostrou não só a sua ignorância sobre a missão constitucional das forças armadas, mas também, a sua apetência aos bens materiais, os quais lhe transformam num homem totalmente perdido no tempo e fora de si mesmo.
Igualmente, com estas declarações políticas, o General Biague, ignora que os tempos são outros, pois, a consciência cívica do povo guineense não deixa espaço para intimidação, medo e muito menos chantagens de um chefe militar caduco que perdeu a noção da missão constitucional reservada às forças armadas” concluiu.
Por: Tiago Seide





















